Ciro Gomes afasta possibilidade de candidatura à Presidência e anunciará pré-candidatura ao governo do Ceará no sábado

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Ciro Gomes descarta candidatura presidencial e foca na eleição para o governo do Ceará.

O ex-ministro Ciro Gomes, do PSDB, anunciou que não irá disputar a Presidência da República nas eleições de 2026, optando por lançar sua pré-candidatura ao governo do Ceará no próximo sábado.

A decisão encerra um período de especulações sobre uma possível nova candidatura presidencial, especialmente após o incentivo do PSDB para que ele se apresentasse como uma alternativa viável para o país. Em abril, o presidente nacional do partido havia manifestado apoio a essa ideia durante uma reunião com lideranças tucanas.

Em declarações, Ciro demonstrou cautela em relação ao convite, afirmando que uma candidatura à presidência exigiria uma reflexão cuidadosa e diálogo com sua base política no Ceará. Ele também mencionou que qualquer decisão sobre sua participação nas eleições presidenciais dependeria do panorama político nacional, que ele considera um dos piores momentos da história recente do Brasil.

Ciro Gomes já disputou a presidência em quatro ocasiões, sem conseguir chegar ao segundo turno. Sua melhor performance foi em 2018, quando obteve 12,47% dos votos válidos, terminando em terceiro lugar.

Com a movimentação para o governo do Ceará, o cenário eleitoral no estado se mostra competitivo. Pesquisas recentes indicam que Ciro está bem posicionado nas intenções de voto. Sem a participação do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, ele lidera com 41% das intenções, à frente do atual governador, Elmano de Freitas, que tem 32%. No entanto, com Camilo na disputa, o quadro muda e o petista assume a liderança.

No segundo turno, Camilo aparece com 44% e Ciro com 39%, configurando um empate técnico. Em um cenário contra Elmano, Ciro lidera com 46% contra 35% do atual governador.

As pesquisas foram realizadas entre 24 e 28 de abril e têm um nível de confiança de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Ciro também havia considerado uma aliança com o PL, partido do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, mas essa aproximação foi dificultada por críticas da ex-primeira-dama a seu histórico de ataques ao ex-presidente.

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