Contaminações por hantavírus no RS não estão ligadas a surto em navio da Argentina
Rio Grande do Sul registra casos de hantavírus em áreas rurais
Nesta segunda-feira (11), o Rio Grande do Sul confirmou dois testes positivos para hantavírus, sendo que um dos casos resultou em óbito. Importante destacar que esses casos não estão relacionados ao surto de hantavirose em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Os casos ocorreram em ambientes rurais, com o primeiro confirmado em Antônio Prado, na Serra Gaúcha, e o segundo em Paulo Bento, na Região Noroeste. O caso de Paulo Bento, que apresentou confirmação clínica epidemiológica, culminou na morte do paciente.
A hantavirose é uma doença que se transmite por contato com urina, saliva, fezes ou mordidas de roedores silvestres. No Brasil, ela pode evoluir para síndrome cardiopulmonar, iniciando com sintomas como febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náuseas. A doença pode progredir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e até choque circulatório.
Vários tipos de hantavírus estão associados a diferentes espécies de roedores. É importante notar que roedores urbanos, como ratazanas e camundongos, não são os reservatórios dos hantavírus que circulam no Brasil.
As atividades que apresentam maior risco de exposição à doença incluem ações agrícolas, domésticas ou de lazer que envolvam roedores silvestres. Limpeza de galpões, colheitas, caminhadas em trilhas e pescarias são algumas das situações que podem aumentar o risco de contágio.
Histórico de casos de hantavírus no Rio Grande do Sul
– 2020: 1 caso.
– 2021: 3 casos.
– 2022: 9 casos.
– 2023: 6 casos.
– 2024: 7 casos.
– 2025: 8 casos.
