Nova regulamentação de emissões pode aumentar preço de máquinas agrícolas em até 25%

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AliançaBiodiesel expressa preocupações sobre novas regras de emissão para máquinas agrícolas.

A AliançaBiodiesel manifestou sua preocupação em relação aos termos discutidos para a implementação do Proconve MAR II. Este novo padrão de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias é conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

De acordo com a entidade, a proposta, que é uma iniciativa da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, tem como foco a redução de poluentes locais emitidos por máquinas fora-de-estrada. No entanto, a AliançaBiodiesel ressalta que a discussão sobre descarbonização e mudanças climáticas está sendo deixada em segundo plano.

A associação acredita que o novo marco regulatório deveria seguir a tendência internacional que incentiva o uso de biocombustíveis, como o biodiesel e etanol, considerados alternativas viáveis aos combustíveis fósseis.

Segundo a AliançaBiodiesel, o modelo proposto pode redirecionar investimentos que deveriam ser destinados à descarbonização para adaptações no parque de motores a diesel. A entidade ainda argumenta que essa proposta contraria a Lei do Combustível do Futuro, ao privilegiar o controle de emissões locais em áreas com baixa densidade populacional, como as agrícolas.

Além disso, a associação aponta fragilidades na fiscalização das novas regras. O Brasil, segundo o setor, carece de um sistema estruturado de controle pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia fomentar adaptações irregulares e comprometer a eficácia das exigências estabelecidas.

Outro aspecto levantado pela entidade é o impacto econômico que a medida pode gerar. As estimativas indicam que o preço das máquinas agrícolas pode aumentar entre 15% e 25%, com a possibilidade de superar esse percentual em equipamentos menores usados na agricultura familiar.

Adicionalmente, os custos operacionais das máquinas devem aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade de uso do diesel S10 e do Arla-32. A AliançaBiodiesel também destaca que empresas nacionais que não fabricam seus próprios motores enfrentarão custos adicionais em comparação com multinacionais, o que pode intensificar a concentração de mercado.

A avaliação da entidade é de que o aumento dos custos será repassado para cadeias produtivas, como a de alimentos, obras e serviços, resultando em impactos diretos tanto para consumidores quanto para os produtores rurais.

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