Gravataí tem a passagem de ônibus mais cara do país após reajuste para R$ 8,50

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Gravataí implementa reajuste nas tarifas de transporte coletivo urbano.

O novo preço da passagem de ônibus em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, já está em vigor. O valor passou de R$ 7,40 para R$ 8,50, representando um aumento de quase 15%, tornando-se a tarifa mais alta do Brasil para esse serviço. A prefeitura justifica esse reajuste com o alto custo operacional e a redução no número de passageiros.

Essa decisão contrasta com a abordagem de Canoas, que optou pela implementação do passe-livre universal e definitivo. Em Canoas, um decreto foi assinado no dia 27 de fevereiro, tornando permanente um benefício que já existia desde as enchentes ocorridas em maio de 2024.

A justificativa para o aumento em Gravataí pode ser encontrada em um comunicado oficial divulgado pela prefeitura, onde se destaca que a administração está priorizando investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e resiliência climática. O texto menciona um processo de reestruturação no modelo de financiamento do transporte coletivo, considerando fatores como a diminuição do número de passageiros, o aumento dos custos e a escassez de financiamento federal.

Nos primeiros meses de 2026, a prefeitura iniciou uma fase de testes com modificações no transporte urbano, otimizando 81 viagens em horários de baixa demanda, sem afetar os horários de maior movimento. Essa iniciativa resultou em uma economia de R$ 100 mil no primeiro trimestre, permitindo o reinvestimento em serviços de saúde, como a manutenção do Hospital Dom João Becker, que demanda cerca de R$ 6,2 milhões mensais.

Desde 2022, a prefeitura de Gravataí já investiu cerca de R$ 18 milhões para reduzir a tarifa dos usuários, melhorar a qualidade do serviço e garantir a manutenção das linhas de transporte. Atualmente, são aplicados em média R$ 1,5 milhão por mês para subsidiar as passagens de ônibus. Apesar desses esforços, o custo do sistema tornou-se elevado e insustentável a longo prazo.

A gestão municipal reconhece a necessidade de repensar o transporte urbano da cidade. O secretário de Mobilidade Urbana, Flávio Luciano Ribeiro, enfatiza que, embora busquem otimizar rotas e reduzir desperdícios, manter os investimentos atuais ou aumentar os subsídios significaria cortes em outros serviços essenciais. Assim, a readequação do Programa Pró-Coletivo se torna necessária para se ajustar à realidade atual, sem comprometer o atendimento em outras áreas.

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