OMS descarta surto alarmante de hantavírus após aumento de casos em navio, total chega a 11 infectados

Compartilhe essa Informação

OMS descarta surto maior de hantavírus ligado a navio de cruzeiro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que não há indícios de que o surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius esteja se expandindo.

A declaração foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva de imprensa em Madri, ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas é claro que a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, afirmou Tedros.

Atualmente, o número de casos positivos relacionados ao surto no navio aumentou para 11. Todos os casos suspeitos e confirmados estão em isolamento e sob rigorosa supervisão médica para minimizar o risco de transmissão adicional.

Tedros também destacou que a avaliação de risco global permanece baixa.

A Espanha confirmou um novo caso de hantavírus, envolvendo uma passageira que apresentou febre e dificuldade para respirar. A paciente está estável, embora os sintomas tenham evoluído.

Ela está entre os passageiros que foram colocados em quarentena após a evacuação do navio. Este caso eleva o número de infecções ligadas ao surto, que já resultou em três mortes e levou a repatriações de passageiros sob protocolos sanitários especiais.

Na Holanda, um hospital universitário colocou 12 funcionários em quarentena preventiva após terem manipulado sangue e urina de um paciente infectado, sem seguir os protocolos reforçados. O hospital Radboudumc, em Nijmegen, afirmou que o risco de infecção é considerado “muito baixo” e que os atendimentos continuam normalmente.

A quarentena dos profissionais durará seis semanas. Enquanto isso, o MV Hondius está retornando à Holanda com 25 tripulantes, além de um médico e uma enfermeira, após a saída de todos os passageiros.

O surto começou durante a viagem do MV Hondius, que fazia um roteiro entre a Argentina, a Antártida e ilhas isoladas do Atlântico Sul. Recentemente, autoridades de vários países começaram a repatriar passageiros em aviões militares e governamentais, após a confirmação de casos da cepa Andes do hantavírus, que pode ser transmitida entre pessoas em situações de contato próximo.

Até agora, três pessoas morreram: um casal holandês e um cidadão alemão. Os casos identificados envolvem passageiros de diferentes nacionalidades, incluindo França, Espanha e Estados Unidos.

O hantavírus é normalmente transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados. Os primeiros sintomas podem assemelhar-se aos de uma gripe, mas a doença pode evoluir para insuficiência respiratória grave em alguns pacientes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *