Líder da FPA afirma que restrição à carne brasileira é protecionismo da UE
União Europeia restringe importação de produtos agropecuários brasileiros, gerando reações na bancada ruralista.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária manifestou-se sobre a decisão da União Europeia de proibir a importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro. Ele argumenta que a medida não se baseia em questões sanitárias, mas sim em um protecionismo econômico do bloco europeu.
De acordo com o deputado, essa ação é uma tentativa da Europa de proteger sua produção interna e reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu. Ele ressaltou que a decisão parece ser mais uma estratégia comercial do que uma preocupação genuína com a saúde pública.
A União Europeia alega que os produtores brasileiros não conseguiram demonstrar que suas práticas estão livres da utilização de antibióticos que são usados na medicina humana. Essa situação levanta preocupações sobre o aumento da resistência microbiana, um problema de saúde global crescente.
A proibição de importação, que entrará em vigor em setembro, pode impactar não apenas as carnes, mas também produtos como mel, ovos, leite, derivados lácteos e até mesmo animais vivos. Essa restrição pode ter consequências significativas para a economia agropecuária brasileira.
O deputado também destacou que a vedação foi imposta antes da realização de uma perícia técnica que estava prevista para ser feita no segundo semestre de 2026. Ele criticou a falta de diálogo e a rapidez com que a decisão foi tomada, considerando que um protocolo já estava sendo discutido desde 2023.
Em uma nota oficial, a Frente Parlamentar da Agropecuária enfatizou que a questão não reflete falhas sanitárias na pecuária brasileira, mas sim uma reação a pressões de agricultores europeus, especialmente da França, que se opuseram ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
A FPA reafirmou seu compromisso de acompanhar a situação junto ao setor produtivo e às autoridades competentes, buscando uma solução diplomática que assegure previsibilidade, justiça e a preservação da imagem do Brasil no mercado internacional.
