Quatro trabalhadores morrem em duas semanas durante colheita no Espírito Santo após explosão e queda
Bombeiros alertam sobre segurança no trabalho rural diante de aumento de acidentes
Com a chegada do período de colheita no Espírito Santo, os acidentes de trabalho nas lavouras, especialmente nas de café, têm se tornado uma preocupação crescente. Em apenas duas semanas deste mês, foram registradas quatro mortes em áreas de produção rural, envolvendo incidentes como explosões, incêndios e quedas.
Os trabalhadores Gildeson Gama Leite, 30 anos, Ilmar Gama de Souza, 31 anos, e Aldino Alves Almeida, 28 anos, todos da Bahia, sofreram queimaduras em até 90% do corpo após uma explosão que desencadeou um incêndio no quarto onde estavam, na madrugada do dia 4 de maio. Um quarto colega também ficou ferido no incidente.
Fernanda Kefler, administradora da fazenda, relatou que a suspeita é de que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito em uma tomada onde celulares estavam sendo carregados.
A destruição foi total no local do incêndio, com colchões queimados e telhas do telhado caindo. Os trabalhadores foram internados em estado crítico no Hospital Jayme dos Santos Neves, em Serra, Grande Vitória.

Em vista de incidentes como este, a importância de adotar medidas de segurança e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no campo se torna ainda mais evidente. O tenente do Corpo de Bombeiros, Leonardo Cazzotto, destacou que em São Mateus ocorrem até duas ocorrências semanais relacionadas ao trabalho nas lavouras, envolvendo diferentes equipamentos.
Os riscos durante a colheita vão além de lesões e cortes. Os trabalhadores também enfrentam perigos como atropelamentos, uma vez que lidam com caminhões e tratores, que possuem pontos cegos. Além disso, objetos estranhos, como galhos e grãos, podem causar ferimentos nos olhos, e a poeira do café pode afetar a respiração.
Para mitigar esses riscos, é fundamental que os trabalhadores utilizem EPIs adequados, como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas. A utilização desses equipamentos aumenta a percepção de risco e ajuda a prevenir acidentes, observando com atenção a movimentação de veículos e o solo, que pode conter materiais perigosos.
As luvas são essenciais para proteger contra contaminações químicas, enquanto os aventais evitam vazamentos e respingos. As botinas oferecem estabilidade e proteção contra picadas de animais no chão.

Os proprietários das fazendas também têm a responsabilidade de garantir a segurança dos trabalhadores que contratam. O Pacto do Café estabelece políticas contra o trabalho análogo à escravidão e ao trabalho infantil, mas é crucial que os empregadores também evitem outras condições precárias.
De acordo com o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, “todas as questões
