Bombardeio devastador na Ucrânia: mais de 1.500 drones russos ceifam 8 vidas em Kiev

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Rússia realiza o maior ataque contra a Ucrânia desde o início do conflito.

A capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um intenso bombardeio na madrugada desta quinta-feira, com centenas de drones e dezenas de mísseis, resultando em pelo menos oito mortes e complicando ainda mais as perspectivas de paz na região.

Moradores de Kiev relataram a ativação de sirenes de ataque aéreo, seguidas por explosões que forçaram muitos a buscar abrigo em estações de metrô. A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia lançou mais de 1.500 drones nas últimas 36 horas, com 675 drones e 56 mísseis disparados apenas durante a madrugada.

“Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro”, disse um morador, descrevendo a cena caótica após um ataque que destruiu um prédio residencial.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que mais de 20 locais em Kiev foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola e uma clínica veterinária. Ele destacou que os ataques demonstram que a Rússia não acredita que a guerra está próxima do fim e pediu que os aliados da Ucrânia não permaneçam em silêncio diante dessa agressão.

Equipes de resgate trabalharam incansavelmente ao amanhecer, removendo escombros e prestando assistência aos feridos. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo crianças.

O ataque foi amplamente condenado por diversos aliados da Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia expressou que a Rússia está desconsiderando os esforços diplomáticos para a paz, enquanto a ofensiva representa um revés significativo para as tentativas de resolução do conflito.

Recentemente, esperanças de paz foram renovadas após um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos. No entanto, a escalada de violência parece contradizer as promessas de um fim próximo para a guerra, com ambos os lados continuando a realizar ataques com drones imediatamente após o término da trégua.

Enquanto isso, o Kremlin reafirma que a Ucrânia deve se retirar da região do Donbass antes que qualquer negociação de paz possa ser considerada, uma exigência que Kiev rejeita, considerando-a uma rendição.

Um funcionário da presidência ucraniana sugeriu que a magnitude dos ataques desta quinta-feira está relacionada à trégua anterior e ao recente encontro entre líderes globais, o que pode ter influenciado a decisão de intensificar as hostilidades.

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