Otoni de Paula defende direito de Porchat de satirizar quem desejar
Deputado critica projeto que torna Fábio Porchat persona non grata no RJ
O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) se manifestou nas redes sociais sobre um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que visa declarar o humorista Fábio Porchat como persona non grata no Estado. A proposta surgiu em resposta a vídeos satíricos produzidos por Porchat que criticam o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Otoni de Paula não poupou críticas aos apoiadores do projeto, enfatizando que o ator tem o direito de exercer a sátira política. Ele questionou a contradição de quem defende a liberdade de expressão, mas tenta silenciar o humorista. “O Fábio Porchat tem o direito de fazer sátiras contra quem ele quiser”, afirmou o deputado.
Além disso, o parlamentar fez uma comparação entre a conduta de Porchat e a do ex-governador Cláudio Castro, mencionando escândalos que envolvem o antigo chefe do Executivo estadual. Ele questionou como é possível tornar Porchat persona non grata, enquanto figuras envolvidas em corrupção permanecem com apoio político.
Otoni de Paula argumentou que a iniciativa parece mais uma questão de lealdade política do que um verdadeiro interesse da Assembleia. “Quando é o corrupto de vocês, não é persona non grata. Quando é o humorista satirizando aqueles que vocês idolatram, aí ele se torna persona non grata no Rio de Janeiro”, criticou.
Projeto em discussão
A Comissão de Constituição e Justiça da Alerj aprovou recentemente o projeto de lei 6.342/2025, que declara Fábio Porchat “persona non grata” no Estado. A proposta, apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (PL), ainda precisa ser votada no Plenário da Casa.
A proposta se baseia em declarações públicas de Porchat, as quais são vistas como críticas excessivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. O deputado argumenta que o humorista ultrapassou os limites da crítica política, utilizando um tom considerado ofensivo e desrespeitoso em suas postagens.
Um dos episódios destacados por apoiadores do projeto é um vídeo em que Porchat simula uma ligação telefônica para Jair Bolsonaro, pedindo à sua suposta secretária que deixasse um recado ofensivo ao ex-presidente.
