Lula propõe limitação do uso de inteligência artificial durante as eleições

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Lula propõe restrições ao uso de inteligência artificial nas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nesta quinta-feira, propostas para limitar o uso de inteligência artificial durante o período eleitoral. Durante o lançamento de novos projetos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida em Camaçarí, na Bahia, ele destacou o risco de manipulação de imagens e vozes, que poderia beneficiar aqueles que disseminam informações falsas.

Em sua fala, Lula mencionou uma conversa com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que sugeriu a proibição do uso de inteligência artificial dois dias antes das eleições. O presidente expressou sua aprovação a essa ideia, considerando-a uma medida positiva.

Ele ressaltou que a inteligência artificial representa um avanço significativo no mundo digital, mas alertou sobre suas implicações no contexto eleitoral. “Posso colocar a cara de alguém, mas não é essa pessoa”, afirmou, enfatizando que essa tecnologia pode criar representações enganosas.

Embora reconheça a importância da inteligência artificial em setores como saúde e educação, Lula questionou sua necessidade nas eleições. Para ele, as pessoas devem votar em algo verdadeiro, e não em ilusões criadas por tecnologia.

O presidente fez uma analogia, perguntando se alguém escolheria um padrinho para seu filho com base em uma representação artificial, preferindo conhecer a pessoa de forma genuína. Ele refletiu sobre a necessidade de discutir legislações que regulem o uso da inteligência artificial na política, alertando que sua utilização pode favorecer aqueles que mentem.

Lula enfatizou que um candidato eleito deve representar o povo de forma honesta e não pode enganar os eleitores. “É melhor dizer que não pode fazer do que prometer e não cumprir”, destacou, sugerindo que a verdade deve ser um princípio fundamental na política.

Ele também mencionou a possibilidade de criar uma versão artificial dele mesmo para campanhas, mas reafirmou que um verdadeiro político deve olhar nos olhos do povo e permitir que as pessoas vejam sua sinceridade. “A verdade tarda, mas não falha”, concluiu, citando um ensinamento de sua mãe sobre a brevidade das mentiras.

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