Lula solicita a Trump a extradição de Ricardo Magro, investigado pela PF em operação de sonegação fiscal
Operação da Polícia Federal investiga ex-governador do Rio e empresário em esquema de sonegação.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit. Magro, que reside em Miami, é alvo de um mandado de prisão há dez anos e tem sido tema de discussões entre autoridades brasileiras e americanas sobre sua possível extradição.
O presidente Lula mencionou que Magro é considerado o “maior devedor do País”, ressaltando a necessidade de sua volta ao Brasil. Durante uma entrevista na Índia, Lula revelou que havia enviado informações sobre a localização e a residência do empresário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando ajuda na questão.
Em 2021, uma reportagem destacou o estilo de vida luxuoso de Magro, que residia em uma mansão avaliada em 36 milhões de dólares, anteriormente pertencente ao famoso jogador de basquete LeBron James. Naquela época, as dívidas de Magro e de sua família ultrapassavam 10 bilhões de reais, com a Refit em recuperação judicial devendo 4,9 bilhões de reais, conforme registrado na Dívida Ativa do estado do Rio de Janeiro.
A operação atual é o resultado de uma investigação que revelou que o grupo liderado por Magro criou uma rede de aproximadamente 50 fundos de investimento para ocultar bilhões de reais provenientes de atividades ilícitas. As apurações indicam que esse esquema resultou em um prejuízo estimado de 26 bilhões de reais para os cofres públicos estaduais e federais.
Além de Cláudio Castro, que também é alvo de mandados de busca e apreensão, a Refit obteve em 2023, sob sua gestão, incentivos fiscais para expandir suas operações no mercado de óleo diesel. A ação da Polícia Federal inclui 17 mandados de busca e apreensão, sendo realizada em diversas localidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
O Supremo Tribunal Federal tomou medidas adicionais, como o afastamento de funções públicas de envolvidos e o bloqueio de cerca de 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades econômicas das empresas sob investigação.
