China renova licenças de mais de 400 exportadores de carne bovina dos EUA após encontro entre Trump e Xi Jinping

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Renovação de licenças de frigoríficos dos EUA para exportação à China traz esperança ao setor, mas incertezas persistem.

A China renovou mais de 400 licenças de frigoríficos dos Estados Unidos que estavam vencidas, permitindo que essas empresas voltem a exportar carne bovina para o país asiático. Essa informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) e representa um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países.

As unidades afetadas pela renovação representam cerca de 65% das plantas registradas para exportar ao mercado chinês. Essa decisão é considerada uma vitória para o setor de carne bovina dos EUA, que vinha enfrentando desafios devido à disputa comercial com a China.

A renovação das licenças é um reflexo do esforço da Casa Branca em pressionar por melhorias nas condições de exportação. Entre as empresas que se beneficiarão estão grandes nomes como Cargill e Tyson Foods, que são líderes no setor de carnes.

Entretanto, a situação gerou incertezas no mercado. Antes do encontro entre os líderes, o status das licenças apareceu como “ativo” no sistema da alfândega chinesa, mas logo voltou a ser listado como “expirado”. Essa mudança repentina não foi explicada pelas autoridades chinesas, o que deixou os exportadores em um estado de apreensão.

A Federação de Exportadores de Carne dos EUA informou que, segundo seu entendimento, os registros vencidos estavam aparecendo como renovados no sistema chinês. A associação do setor está em busca de mais detalhes para esclarecer a situação.

“Este é um primeiro passo crucial para restabelecer totalmente o acesso da carne bovina dos EUA à China”, afirmou um porta-voz da federação.

As exportações de carne bovina dos EUA para a China têm caído significativamente desde o aumento da tensão comercial. Após atingir US$ 1,7 bilhão em 2022, o valor das exportações caiu para cerca de US$ 500 milhões no ano passado.

Visita de Trump à China termina com impasses

Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, na China

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China terminou com cerimônias e promessas de cooperação, mas sem avanços concretos em temas sensíveis. Durante os encontros em Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou a importância de uma relação mais próxima entre as duas potências.

Trump elogiou Xi e expressou otimismo sobre o futuro das relações entre os países. No entanto, persistem impasses significativos, como a questão de Taiwan, que continua a ser um dos principais pontos de tensão. Xi alertou que o tema pode levar a um conflito se não for tratado com cautela.

Os EUA mantêm seu apoio à autonomia de Taiwan e continuam a fornecer armas à ilha, enquanto a China considera Taiwan parte de seu território e tem aumentado sua presença militar na região.

Outros assuntos discutidos durante a visita incluíram a situação no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Trump e Xi concordaram sobre a necessidade de manter essa passagem aberta.

*Reportagem em atualização

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