Milhares de pessoas se mobilizam em Londres em atos pró-Palestina e anti-imigração
Conflito de manifestações em Londres resulta em 43 prisões e grande mobilização policial.
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Londres para duas marchas opostas, uma promovida por grupos de direita e outra por manifestantes pró-Palestina, em um dos maiores eventos de segurança pública da capital britânica nos últimos anos.
A Polícia Metropolitana mobilizou 4.000 agentes para garantir a separação entre os dois grupos durante os protestos, que exigiram um investimento de £ 4,5 milhões. Esta operação foi marcada pela utilização inédita de câmeras de reconhecimento facial em tempo real nas principais estações ferroviárias da cidade.
Até às 19h30, as autoridades registraram 43 detenções nas áreas circundantes das manifestações. Além disso, outras 22 pessoas foram presas no Estádio de Wembley durante a final da Copa da Inglaterra, que ocorreu no mesmo dia. Durante os confrontos, quatro agentes policiais foram agredidos, e seis deles foram alvo de crimes de ódio.
O primeiro-ministro expressou preocupações sobre a marcha de extrema-direita, afirmando que seus organizadores promovem “ódio e divisão”. Ele também alertou que qualquer ato de violência nas ruas será tratado com rigor legal, especialmente em um momento em que enfrenta pressão interna em seu partido devido ao crescimento de uma nova força política nas eleições locais.
A marcha “Unite the Kingdom” foi liderada por um ativista conhecido por suas opiniões controversas, que incentivou os participantes a se engajar politicamente com vistas às eleições de 2029. Os manifestantes portavam bandeiras do Reino Unido e criticavam as políticas de imigração, além de expressarem apoio a figuras públicas como um empresário renomado.
Antes do evento, o governo britânico impediu a entrada de 11 ativistas estrangeiros de extrema-direita, incluindo políticos e influenciadores conhecidos por suas posturas antimuçulmanas, demonstrando a preocupação das autoridades com a segurança e a ordem pública.
A manifestação pró-Palestina, por sua vez, lembrou o Dia da Nakba, que simboliza o deslocamento forçado de palestinos durante a criação do Estado de Israel. Os participantes se destacaram com lenços keffiyeh e cartazes criticando as ações militares na Faixa de Gaza, com a presença de grupos que se opõem ao racismo.
Durante o ato, uma deputada destacou que a extrema-direita representa um inimigo comum, por seu racismo e antissemitismo, enquanto um ex-líder de partido também fez um discurso, enfatizando a importância de combater o antissemitismo e promovendo uma mensagem de esperança entre os manifestantes.
