Joaquim Barbosa se torna pré-candidato e gera disputa interna no DC

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Joaquim Barbosa se une à Democracia Cristã como pré-candidato à Presidência em 2026.

Joaquim Barbosa oficializou sua entrada no partido Democracia Cristã, sendo agora considerado pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Essa decisão gerou uma disputa interna significativa, uma vez que Aldo Rebelo, outro pré-candidato, anunciou que não desistirá de sua candidatura até a convenção partidária e não descartou a possibilidade de recorrer à Justiça.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, que vê em Joaquim Barbosa uma liderança capaz de promover a “união nacional” e restaurar a confiança da população nas instituições do país. Segundo ele, a trajetória de Barbosa reflete valores republicanos e a necessidade de mudança que a sociedade clama.

Dirigentes da Democracia Cristã afirmam que a entrada de Barbosa foi motivada pela percepção de que a candidatura de Aldo Rebelo não avançou nas pesquisas de intenção de voto desde seu lançamento no início do ano. Essa análise levou a um reposicionamento estratégico dentro da legenda.

Por outro lado, Aldo Rebelo questionou a movimentação do partido, enfatizando que a decisão de apoiar Barbosa representa apenas a visão do presidente da sigla. Em entrevista, Rebelo reafirmou sua intenção de continuar como pré-candidato até a convenção nacional e mencionou a possibilidade de judicializar a questão, se necessário.

Rebelo também ressaltou que Joaquim Barbosa ainda não confirmou publicamente seu interesse em concorrer à Presidência. Até o momento, o ex-ministro do STF não se pronunciou sobre o assunto e não respondeu a solicitações de entrevista.

Joaquim Barbosa foi membro do Supremo Tribunal Federal de 2003 a 2014, ganhando notoriedade nacional durante o julgamento do mensalão. Ele deixou a Corte antes de atingir a aposentadoria compulsória, encerrando sua atuação no tribunal em julho de 2014, embora tivesse a possibilidade de permanecer até 2029, quando completaria 75 anos.

Além disso, um levantamento recente indica um aumento da rejeição à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A maioria dos entrevistados acredita que a proposta aprovada pelo Congresso tinha como objetivo beneficiar Jair Bolsonaro.

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