Pedro Rousseff utiliza fantoches de IA para criticar políticos de direita
Vereador de BH lança vídeo satírico envolvendo políticos de direita e financiamento de filme de Bolsonaro.
O vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff, divulgou uma animação satírica nas redes sociais, utilizando fantoches para criticar figuras políticas de direita. A publicação surge após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Intitulado “Os Imbrocháveis”, o vídeo apresenta fantoches gerados por inteligência artificial. Seu formato é semelhante ao utilizado pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em suas críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal.
A animação retrata um diálogo entre as versões digitais de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. No enredo, Flávio solicita recursos para o financiamento do filme, alegando que a verba seria “pelo Brasil, pela família, pela liberdade e pelo cinema nacional”.
O vídeo também inclui uma representação do deputado federal Nikolas Ferreira, que expressa desconforto ao discutir a relação entre Flávio e Vorcaro. O personagem sugere que a situação poderia levar o público a questionar o Banco Master, dificultando as críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao STF.
Além disso, a animação menciona o ex-governador Zema, com um assessor afirmando que o partido Novo recebeu repasses financeiros de Vorcaro. O fantoche de Zema responde que os valores foram declarados e que contestações só deveriam ocorrer caso adversários estivessem envolvidos.
A produção faz referência a uma reportagem sobre o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, ligado à família Bolsonaro. Documentos e áudios indicam que Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para o projeto entre fevereiro e maio de 2025, parte de um contrato estimado em R$ 134 milhões.
Série de Romeu Zema
A estética do vídeo de Rousseff remete à série “Os Intocáveis”, criada por Zema, na qual ministros do STF eram representados por bonecos em esquetes humorísticas. Em um episódio, o ministro Dias Toffoli pede a Gilmar Mendes a suspensão da quebra de sigilos na CPI do Crime Organizado, aceitando a proposta em troca de uma vantagem em um resort.
Após a veiculação desse episódio, Gilmar Mendes solicitou a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, que investiga ofensas e ameaças dirigidas aos ministros do tribunal.
