Gastos com inteligência artificial devem atingir US$ 2,59 trilhões em 2026, aponta Gartner

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Investimentos globais em inteligência artificial devem alcançar US$ 2,59 trilhões até 2026.

Os investimentos globais em inteligência artificial estão projetados para atingir a marca de US$ 2,59 trilhões em 2026, conforme estimativas recentes. Esse crescimento de 47% em relação ao ano anterior destaca a rápida evolução da infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA generativa, automação e agentes inteligentes nas empresas.

A maior parte desse avanço será impulsionada pelos gastos em infraestrutura voltada à IA, que inclui servidores especializados, serviços de nuvem otimizados, semicondutores e capacidade computacional. Essa área deverá representar mais de 45% do mercado de IA nos próximos anos.

Dentro desse contexto, os investimentos em servidores otimizados para inteligência artificial são projetados para triplicar nos próximos cinco anos, tornando-se o maior subsegmento. Isso ocorre à medida que os fornecedores de serviços em nuvem ampliam suas capacidades para atender às demandas criadas por modelos de IA generativa e fluxos de trabalho ágeis.

Além da infraestrutura, as empresas estão se voltando para a utilização de modelos generativos integrados a softwares corporativos existentes e aplicações baseadas em agentes de IA. Essa tendência deve ser impulsionada pela automação de processos e pela integração da IA em ecossistemas mais amplos de ferramentas corporativas.

Esse movimento levou a uma revisão otimista das projeções de crescimento para modelos de IA, que devem alcançar 110% até 2026, representando um acréscimo de aproximadamente US$ 6 bilhões em investimentos esperados para o período.

Apesar da rápida expansão do mercado, a maior parte dos investimentos ainda está concentrada nas grandes empresas de tecnologia e hyperscalers, que são responsáveis pela construção da infraestrutura que sustenta a nova corrida global pela IA.

Os gastos com IA têm sido predominantemente impulsionados por empresas de tecnologia e hyperscalers, enquanto as organizações corporativas ainda não demonstraram plenamente seu potencial de investimento. A expectativa é que 2026 marque uma inflexão nesse cenário, com um aumento no apetite das empresas para usar a IA como motor de mudanças disruptivas.

Embora o interesse por inteligência artificial tenha crescido consideravelmente, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades em demonstrar um retorno financeiro concreto em projetos de IA. A adoção continua focada em iniciativas operacionais que priorizam produtividade, automação e redução de custos.

Esse cenário apresenta desafios para os Chief Information Officers (CIOs), que precisam comprovar o valor dos investimentos em IA e demonstrar resultados tangíveis. Alinhar as iniciativas de IA com os objetivos estratégicos de negócios é fundamental para o sucesso, mesmo diante do entusiasmo em relação à tecnologia e das avaliações que refletem aspirações de transformação econômica mais ampla.

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