PF esclarece que impediu gravação de “Área Restrita” por questões de segurança
PF restringe acesso a filmagens no Galeão por questões de segurança
A Polícia Federal (PF) anunciou, neste sábado, que limitou o acesso de equipes de filmagem da série “Aeroporto: Área Restrita” em áreas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A corporação esclareceu que a decisão não está relacionada a uma disputa com a Receita Federal, conforme afirmado por alguns auditores fiscais.
Em comunicado, a PF enfatizou que a restrição à produtora Moonshot Pictures se baseia no cumprimento de normas de segurança da aviação civil. A série, que já está em sua 8ª temporada, é exibida pela HBO Max e retrata a rotina de trabalho na alfândega e na segurança aeroportuária.
A Constituição Brasileira confere à PF a responsabilidade pela segurança aeroportuária, e o Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil (PNAVSEC) estabelece normas rigorosas para o acesso a áreas restritas, limitando-o apenas a pessoas com funções operacionais essenciais. A PF destacou que atividades de produção audiovisual não se enquadram nesses critérios.
A regulamentação vigente proíbe o registro de imagens que possam comprometer a segurança da aviação civil, e a PF não participa do programa há anos, mantendo uma posição contrária a esse tipo de gravação. A presença contínua de filmagens em áreas operacionais é vista como uma ameaça à privacidade e à segurança dos cidadãos, além de interferir nas operações de combate a crimes no ambiente aeroportuário.
Na última sexta-feira, auditores da Receita Federal criticaram a PF, alegando que a decisão de barrar as filmagens foi motivada por ciúmes institucionais. O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, afirmou que a PF impôs obstáculos para controlar o acesso às áreas restritas e que agentes armados impediram as filmagens agendadas.
A série, que inicialmente era exibida pela Discovery Brasil, ganhou notoriedade após o streamer Casimiro Miguel começar a reagir aos episódios em seu canal no YouTube. A tensão entre a PF e a Receita Federal aumentou após a Operação Carbono Oculto, que recebeu elogios do então ministro da Justiça.
Cabral mencionou que a equipe de produção tentou obter uma liminar judicial para garantir o direito de filmar, mas não teve sucesso. A Receita Federal, por sua vez, não comentou sobre a situação. A administração da Receita em Brasília está ciente do problema e busca soluções.
A PF reiterou que suas ações visam garantir a segurança da aviação civil e que não há disputa institucional com a Receita Federal, reafirmando o compromisso com a legalidade e a segurança da sociedade em ambientes aeroportuários.
