Arroba registra alta em janeiro apesar das cotas chinesas; expectativas para fevereiro

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Preços do boi gordo permanecem firmes ao final de janeiro de 2026.

O mercado físico do boi gordo encerra o mês de janeiro de 2026 com preços estabilizados para a arroba, após um início de mês marcado por incertezas.

Após um começo instável, o mercado se ajustou às novas regras das cotas de importação implementadas pelas salvaguardas chinesas. A recuperação ocorreu à medida que as mudanças foram absorvidas pelo setor, levando a uma valorização dos preços.

O Brasil está autorizado a exportar até 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China, com uma taxa de 55% para volumes que ultrapassarem essa cota. Essa regra se aplica a todos os países exportadores e permanecerá em vigor até 2028.

Durante o mês, o boi gordo mostrou uma recuperação natural nos preços, impulsionada pela alta demanda de exportação e pela escassez de gado disponível para abate. O analista do setor destaca que o mercado fechou janeiro com valores consistentes em diversas regiões do Brasil.

Expectativas para fevereiro

A primeira metade de fevereiro tende a ser marcada por um aumento na demanda interna por carne bovina, além de condições favoráveis para as exportações, segundo especialistas do setor.

Os compradores chineses devem intensificar suas aquisições nos próximos dias, motivados pelo temor de aumentos futuros nos preços devido às cotas de importação. Há uma expectativa de que os EUA continuem adquirindo a proteína, embora sua quota já esteja quase esgotada.

O Brasil pode exportar até 60 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos com tarifas reduzidas. Após essa quantidade, a taxa habitual de 27% será aplicada, mas ainda assim a carne brasileira permanecerá competitiva no mercado norte-americano.

Em termos de demanda, fatores favoráveis indicam uma tendência de alta nos preços tanto no mercado interno quanto nas exportações. No entanto, a pressão do dólar, que está próximo de R$ 5,15 a R$ 5,20, pode impactar a margem da indústria. As projeções sugerem que a arroba deve se manter em torno de R$ 330 até pelo menos o meio de fevereiro.

Com relação à oferta, o pecuarista tem conseguido reter mais gado devido ao volume satisfatório de chuvas no Brasil durante janeiro, o que contribui para a manutenção dos preços.

A redução da oferta também está sendo observada, uma vez que o preço dos bezerros alcançou níveis máximos em algumas regiões, incentivando os pecuaristas a manter as fêmeas durante a estação de monta, impactando novamente a oferta e fortalecendo os preços para fevereiro.

Média de preços do boi gordo: dezembro versus janeiro

Os preços do boi gordo a prazo no dia 30 de janeiro tiveram as seguintes médias comparativas com o final de dezembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 332,00, representando um aumento de 3,75% em relação aos R$ 320,00 do final de dezembro;
  • Goiás (Goiânia): R$ 316,00, crescimento de 0,96% frente aos R$ 313,00 registrados no mês anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, alta de 1,59% em comparação aos R$ 315,00 do fechamento do mês passado;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 316,00, sem variações em relação ao preço do final de dezembro;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00, aumento de 3,33% em relação aos R$ 300,00 do mês anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00, igual ao preço registrado no final do mês anterior.

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