Júri determina pena para responsáveis pela execução de mãe e filha no interior do Rio Grande do Sul

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Condenações significativas em casos de homicídio e abuso sexual na Região Sul.

O júri popular realizado em Casca, no Noroeste gaúcho, resultou na condenação de um pai e seu filho, apontados como mandantes de um duplo homicídio ocorrido em 2020. A decisão foi proferida nessa quinta-feira (21), com sentenças de 52 e 41 anos de prisão, respectivamente. A Justiça já havia condenado outros três réus pela execução do crime, enquanto um quarto aguardará julgamento.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul revelou que, em 14 de junho de 2020, duas mulheres, Neusa Maria Rapkievicz, de 56 anos, e sua filha Ana Paula Rapkievicz, de 32, foram brutalmente baleadas em uma estrada rural enquanto retornavam para casa. O caso gerou grande comoção na comunidade.

De acordo com o promotor Fabrício Gustavo Allegretti, o crime foi meticulosamente planejado, motivado por conflitos familiares envolvendo disputas patrimoniais e divergências sobre a guarda de uma criança. As vítimas levantaram questionamentos sobre a morte da ex-companheira de um dos réus, o que precipitou a ação violenta. Os mandantes contrataram executores e planejaram a emboscada, caracterizando o crime como vil e premeditado.

Com o veredito, a comunidade de Casca reafirmou seu compromisso com a justiça, considerando a resposta da Justiça um sinal de que a vida e a integridade familiar devem ser protegidas.

Região Sul

Em um caso separado, um homem foi condenado a 33 anos de prisão em São Lourenço do Sul por abuso sexual contra sua própria filha. Os abusos ocorreram durante cerca de uma década, desde a infância até a adolescência da vítima, conforme evidências apresentadas pela promotora Cristiana Müller Chatkin.

Os crimes foram perpetrados de 2015 a 2025, na residência familiar, onde o pai se aproveitava da relação de convivência e autoridade para submeter a menina a abusos sob o pretexto de “brincadeiras”. Essa manipulação culminou em violência sexual sistemática, incluindo relações forçadas e ameaças de represália caso a vítima falasse.

A sentença enfatizou a gravidade e a continuidade dos abusos, além da tentativa de intimidação da vítima mesmo após a denúncia, ocorrida em agosto do ano passado. O réu desrespeitou medidas protetivas ao tentar se aproximar da menina na escola e ao enviar mensagens para que ela retirasse a queixa.

A Justiça, com base em depoimentos e laudos periciais, reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes. Além da pena de prisão, foi determinado o pagamento de indenização por danos morais à vítima, evidenciando a seriedade das ações e a necessidade de proteção às vítimas de abuso.

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