Lula critica duração de quatro anos para debate sobre fim da 6 X 1

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Proposta de redução da jornada de trabalho é discutida entre governo e Câmara dos Deputados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que se reunirá na próxima segunda-feira (25) com o presidente da Câmara dos Deputados e o ministro do Trabalho para debater a proposta de redução da jornada de trabalho no modelo 6 X 1.

Durante a reunião, Lula pretende discutir a diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas, sem que haja redução salarial. O presidente reconheceu a resistência de empresários e do Congresso, mas afirmou que o governo buscará negociar uma transição para essa mudança.

O presidente destacou que não é aceitável levar anos para implementar uma mudança tão simples como a redução de meia hora na jornada. Ele enfatizou a importância de um projeto de lei claro que permita que os interessados se manifestem sobre o assunto.

Lula argumentou que o Brasil precisa modernizar suas relações de trabalho, acompanhando os avanços tecnológicos dos últimos anos. Ele observou que, enquanto os lucros das empresas aumentaram, os trabalhadores não têm visto melhorias proporcionais em suas condições de trabalho.

<pAlém disso, Lula criticou a ideia de que a redução da jornada acarretaria custos elevados para o setor produtivo, afirmando que muitos empresários ainda mantêm uma visão ultrapassada sobre os direitos trabalhistas.

Em sua fala, o presidente comparou a atual discussão sobre a jornada de trabalho a outras resistências históricas enfrentadas em questões sociais e trabalhistas, como a abolição da escravidão e a criação de direitos na Constituição de 1946.

TRANSIÇÃO EM ATÉ 5 ANOS

O deputado federal Léo Prates, relator da proposta, adiou a apresentação do relatório final para a próxima segunda-feira, que estava prevista para a quarta-feira anterior.

Fontes indicam que a proposta deve desconsiderar uma emenda que propunha contrapartidas fiscais e flexibilizações trabalhistas, que visavam minimizar os impactos financeiros sobre o setor produtivo.

Entre as medidas que estavam na emenda, destacavam-se a redução da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e a isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social para novos contratados após a redução da jornada.

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