Lula e Motta se encontram na segunda-feira para discutir redução da jornada de trabalho
Presidente Lula se reúne com líderes para discutir proposta de reforma na jornada de trabalho.
O presidente Lula confirmou que na próxima segunda-feira (25) se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados e o ministro do Trabalho e Emprego para discutir a proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. Lula destacou que o objetivo da reunião é alinhar os próximos passos da tramitação da proposta no Congresso Nacional, que busca modificar a atual jornada de trabalho.
O relator da proposta, deputado Leo Prates, deve apresentar seu parecer também na segunda-feira, após a reunião. A expectativa é que o texto seja aprovado tanto na comissão quanto no Plenário ao longo da semana.
Na mesma entrevista, o presidente expressou sua defesa pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem cortes salariais e sem um período de transição definido. Ele reconheceu, no entanto, que o texto final dependerá de negociações no Congresso.
Lula ressaltou a necessidade de diálogo, afirmando: “Obviamente não temos força para aprovar tudo que a gente quer, então temos que negociar”. A proposta em discussão visa uma mudança na Constituição, alterando o regime de jornada de trabalho em diversos setores, substituindo a escala de seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso pelo modelo 5×2.
Nos bastidores, já havia negociações entre o governo e a Câmara para acelerar a análise do tema. Hugo Motta, presidente da Câmara, concordou em avançar tanto com a proposta em tramitação quanto com um projeto de lei que regulamenta a transição para o novo modelo trabalhista.
A proposta se tornou uma prioridade política do governo Lula em 2026, impulsionada por pressões de centrais sindicais e movimentos trabalhistas, como o Movimento Vida Além do Trabalho, que defende o fim da escala 6×1 e a ampliação dos períodos de descanso para os trabalhadores.
Hugo Motta já classificou a discussão como “inadiável” e afirmou que o tema terá prioridade na Câmara. O governo espera construir um consenso para evitar resistência do setor empresarial e garantir apoio suficiente para a aprovação das mudanças ainda neste ano.
