Zambelli celebra liberdade na Itália após negação de extradição

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Carla Zambelli é libertada na Itália após decisão da Corte de Cassação de Roma.

A ex-deputada federal Carla Zambelli foi libertada na Itália após a Corte de Cassação de Roma negar o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. A decisão judicial permitiu sua soltura, encerrando um período de detenção no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Zambelli, em colaboração com seu irmão, confirmou sua liberdade e expressou gratidão ao advogado que a defendeu. Ela destacou o esforço do profissional, afirmando que ele lutou incansavelmente contra um sistema judicial complicado. “Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, disse a ex-deputada.

A decisão gerou reações entre seus aliados políticos na direita brasileira. A ex-ministra Damares Alves celebrou o resultado, afirmando que “a justiça foi feita”. Informações indicam que autoridades brasileiras que acompanhavam o caso consideraram a decisão como “inesperada”.

A defesa de Zambelli está avaliando as implicações da decisão judicial para determinar se ela permanecerá na Itália ou se poderá viajar para outro país sem o risco de prisão pela Interpol, uma vez que seu nome continua na lista vermelha da polícia internacional.

O advogado Fábio Pagnozzi comentou sobre a decisão, afirmando que a Corte Superior reconheceu que, embora Zambelli tenha sido condenada no Brasil, as condenações foram desproporcionais e baseadas em provas frágeis, especialmente na declaração de um hacker que a Polícia Federal considera mentiroso.

Pagnozzi também destacou que a defesa enfrentou desafios desde o início, com dificuldades em apresentar provas nos processos de extradição, enquanto a Advocacia Geral da União (AGU) atuava internacionalmente, questionando a validade das evidências apresentadas.

Essa decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter solicitado ações ao Ministério da Justiça e ao Itamaraty para facilitar a extradição da ex-deputada, que foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por sua participação na invasão dos sistemas do CNJ.

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