SÓstenes reprova declaração de Lula que ligou Alerj a milícias

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Deputado critica presidente por ataque à democracia em evento na Fiocruz.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, manifestou sua indignação em relação às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que insinuou que, se a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) indicasse um governador, este seria um miliciano. A fala ocorreu durante a inauguração de novas instalações da Fiocruz.

Segundo o deputado, a afirmação do presidente representa um ataque à democracia e à legitimidade dos representantes eleitos. Ele destacou que todos os deputados estaduais foram escolhidos pelo voto popular, enfatizando que a democracia deve ser respeitada por todos, especialmente por aqueles que ocupam cargos de liderança.

Sóstenes expressou sua solidariedade aos colegas da Alerj e ao presidente da Assembleia, Douglas Ruas, reforçando que ele deveria estar governando o estado conforme a Constituição. O deputado criticou a postura do presidente, que, segundo ele, deslegitima as instituições e os eleitores.

Durante o evento, Lula elogiou o governador interino, Ricardo Couto, que assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro. O presidente fez um apelo para que Couto trabalhasse para responsabilizar aqueles que, segundo ele, governaram o estado de forma corrupta.

A declaração de Lula, que incluiu uma crítica aos deputados que, segundo ele, fazem parte de uma milícia organizada, gerou repercussão negativa e foi interpretada como uma tentativa de deslegitimar a Alerj e seus membros.

Couto, que era presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu o governo após uma série de crises políticas que resultaram na renúncia de seus antecessores. A situação política no estado tem sido marcada por instabilidade e acusações de corrupção, refletindo a complexidade do cenário atual.

O deputado Sóstenes finalizou sua declaração reiterando a necessidade de defender a democracia e as instituições, condenando o que considera um golpe contra a legitimidade do governo do estado e seus representantes.

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