Trump reduz expectativas sobre acordo com Irã para encerrar conflito
Trump modera expectativas sobre acordo com o Irã enquanto negociações continuam
Donald Trump ajustou as expectativas a respeito de um possível acordo com o Irã, enfatizando que não há pressa nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em sua plataforma Truth Social, o presidente americano afirmou que instruiu seus representantes a não se precipitar, pois acredita que o tempo é favorável aos Estados Unidos.
O bloqueio aos portos iranianos, segundo Trump, permanecerá ativo até que um acordo definitivo seja alcançado com Teerã. Um alto funcionário americano indicou que a Casa Branca não espera um anúncio imediato e que a aprovação das autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, é necessária, o que pode levar dias.
O secretário de Estado Marco Rubio, em declaração feita em Nova Délhi, mencionou a possibilidade de boas notícias nas próximas horas, destacando que o acordo deve abordar as preocupações dos EUA em relação ao Estreito de Ormuz, que foi parcialmente bloqueado pelo Irã em resposta a um ataque realizado por Israel e EUA.
A negociação, mediada pelo Paquistão, enfrenta desafios significativos, especialmente no que diz respeito ao controle do Estreito de Ormuz, uma passagem vital para o comércio global de petróleo. Fontes indicam que a proposta atual inclui o desbloqueio de ativos iranianos em bancos estrangeiros e uma prorrogação das negociações por mais 30 dias.
Entretanto, a agência iraniana Tasnim relatou que, apesar das conversas, os Estados Unidos continuam a bloquear certos pontos, especialmente no que se refere aos bens iranianos congelados.
Questão nuclear pendente
As discussões sobre o programa nuclear iraniano estão previstas para ocorrer em negociações futuras, conforme informado por Rubio e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã. Este último confirmou que um memorando de entendimento está sendo finalizado, mas destacou que isso não implica um acordo sobre as questões principais, como a questão nuclear.
Os Estados Unidos e Israel acreditam que o programa nuclear iraniano visa o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto Teerã mantém que seu objetivo é exclusivamente civil. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que um acordo final deve eliminar a ameaça nuclear, exigindo o desmantelamento das instalações de enriquecimento de urânio do Irã.
Rubio também comentou sobre o apoio regional ao acordo, mas ressaltou que não seria possível alcançar um compromisso nuclear em um curto espaço de tempo. Ele enfatizou a complexidade técnica das negociações nucleares e a necessidade de um tempo adequado para resolvê-las.
Israel reitera direito de se defender
Após um mês de conflito, que resultou em milhares de mortes e impactou a economia global, um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril entre Irã e Estados Unidos. No entanto, a situação permanece tensa, com a população iraniana expressando preocupação com a incerteza do estado atual.
Recentemente, o Exército israelense solicitou a evacuação de várias localidades no sul e leste do Líbano ante bombardeios direcionados ao movimento Hezbollah, apesar da trégua. Um ataque israelense no sul do Líbano resultou na morte de 11 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
Netanyahu reafirmou que Israel tem o direito de se defender de ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano. O líder do Hezbollah, Naim Qasem, manifestou esperanças de que um acordo entre Estados Unidos e Irã leve a uma trégua no Líbano, mas também afirmou que o desarmamento do grupo é inaceitável e pediu ao governo libanês que abandone as negociações com Israel.
