Aprovação de 73% para o fim da taxa das blusinhas, revela pesquisa
Aprovação do fim da taxa das blusinhas atinge 73% entre brasileiros
A decisão do governo Lula de eliminar a taxa conhecida como “taxa das blusinhas” foi bem recebida por 73% da população brasileira, conforme pesquisa recente. Apenas 15% dos entrevistados consideram que a medida foi inadequada, enquanto 12% não souberam ou não quiseram opinar.
A medida provisória que zera o imposto de importação federal para compras internacionais de até US$ 50 foi assinada pelo presidente Lula. Essa cobrança, que ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, referia-se a produtos de baixo valor adquiridos em plataformas estrangeiras.
Com a nova regulamentação, os produtos comprados em sites internacionais não precisam mais pagar o imposto federal de 20% que estava vigente para remessas de até US$ 50. Contudo, a isenção não abrange o ICMS estadual, que varia entre 17% e 20%. Para compras que ultrapassam o limite de US$ 50, a alíquota do imposto de importação permanece em 60%.
Efeito sobre compras
A pesquisa também investigou como a mudança afetará o comportamento dos consumidores. De acordo com os resultados, 53% dos entrevistados afirmaram que continuarão comprando da mesma forma em sites internacionais após a eliminação da taxa federal.
Além disso, 16% revelaram que retornarão a adquirir produtos que deixaram de comprar devido ao imposto. Outros 12% afirmaram que planejam aumentar suas compras em sites internacionais, enquanto 20% não souberam ou não responderam.
Esses dados indicam uma forte aprovação popular à medida, embora o impacto no volume total de compras possa ser moderado, já que a maioria dos entrevistados pretende manter seu comportamento atual em relação às compras internacionais.
Sem série anterior
Não há dados comparativos em rodadas anteriores da pesquisa BTG/Nexus sobre a questão do fim da taxa das blusinhas. A falta de uma série histórica impede qualquer análise sobre a evolução da aprovação da medida ao longo do tempo.
A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, com a participação de 2.045 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026.
