Zema reprova declaração de Flávio Bolsonaro sobre indicação do irmão Eduardo para o Itamaraty

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Romeu Zema critica Flávio Bolsonaro e destaca a importância de competência em cargos públicos.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, intensificou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro durante um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Zema considerou “extremamente infeliz” a declaração de Flávio sobre a indicação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores em um possível governo.

Durante sua participação no encontro, Zema também fez críticas a outros pré-candidatos que, segundo ele, se encontraram com o banqueiro Daniel Vorcaro e discutiram a indicação de parentes para cargos públicos. O ex-governador enfatizou que prefere pessoas com carreira e competência em posições de destaque.

“Achei extremamente infeliz a declaração do pré-candidato falando que o irmão dele, o Eduardo, seria um ministro de Relações Exteriores. Se parente resolvesse esse problema, muita coisa nesse mundo já estaria resolvida”, afirmou Zema, destacando sua visão sobre a necessidade de meritocracia na política.

A crítica de Zema a Flávio não é nova; ele já havia se manifestado publicamente em outras ocasiões. Em uma agenda política no dia 4 de maio, Zema mencionou que, ao contrário do senador, precisou “ralar” para chegar onde está, sem estar “com o rabo preso”. O embate entre os dois escalou ainda mais em 13 de maio, após o vazamento de áudios que envolviam o senador e o banqueiro.

Em uma referência indireta a Flávio, Zema afirmou que nunca se encontrou com Vorcaro, a quem chamou de “banqueiro bandido”. Ele ressaltou que, embora ambos morem na mesma cidade, nunca houve solicitação de reunião por parte do banqueiro.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, admitiu ter se encontrado com Vorcaro em sua residência, após a divulgação dos áudios que revelavam a ligação entre eles. O encontro ocorreu em São Paulo, no final de 2025, logo após a soltura do banqueiro no âmbito da Operação Compliance Zero, quando ainda usava tornozeleira eletrônica.

O senador afirmou que a reunião teve como objetivo “colocar um ponto final” no financiamento de “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre seu pai. Mensagens reveladas indicam que Flávio solicitou recursos ao banqueiro para o projeto.

Zema, ao comentar sobre sua gestão em Minas Gerais, destacou a ausência de escândalos ou corrupção durante seu governo. “Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, é estranho, eu nunca encontrei com ele”, disse, acrescentando que a política precisa de líderes que não estejam suscetíveis a chantagens ou compromissos escusos.

O ex-governador finalizou suas críticas afirmando que ter relações com Vorcaro é um “mau sinal” para qualquer presidenciável. Ele alertou que o país precisa de um presidente que não tenha vínculos que possam comprometer sua capacidade de governar, sugerindo que algumas lideranças políticas podem estar constrangidas por investigações envolvendo familiares.

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