Fotógrafa desafia temperaturas de -28°C e altitude de 4 mil metros nos Alpes em busca da foto perfeita

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A impressionante jornada de Angel Fux nos Alpes resulta em uma astrofotografia extraordinária.

A imagem que ilustra esta matéria é um testemunho do esforço e dedicação que culminaram nos picos gelados dos Alpes. A fotógrafa e aventureira Angel Fux realizou uma expedição ao cume do Dent d’Hérens, onde combinou a beleza natural do Matterhorn com a precisão da astrofotografia moderna.

O resultado é uma fotografia deslumbrante que captura três arcos de estrelas e luz, um feito que só foi possível graças à determinação de Angel em ultrapassar seus limites repetidamente. Esta é a narrativa por trás do Arco Triplo, uma das astrofotografias mais impressionantes já registradas.

A pessoa por trás da câmera: Angel Fux

Angel é uma fotógrafa e aventureira especializada em capturar a beleza do céu noturno. Sua experiência em expedições em ambientes extremos a tornou uma referência na fotografia noturna.

Com uma trajetória repleta de aventuras, Angel já realizou diversas expedições em busca das melhores imagens. Recentemente, ela viajou do seu lar na Suíça até o Peru, onde explorou os Andes e capturou uma impressionante imagem da Via Láctea.

Essa fotografia não é apenas um registro visual, mas o resultado de um planejamento meticuloso e um esforço físico considerável, que se traduz em imagens de tirar o fôlego.

Em março de 2026, Angel voltou a realizar uma expedição, desta vez para capturar o arco triplo nos Alpes, um projeto que exigiu tempo e preparação.

Os desafios da astrofotografia

Para que a fotografia do arco duplo da Via Láctea fosse possível, Angel tinha apenas uma janela de oportunidade por ano. Em março, há um período de aproximadamente cinco dias em que ambos os braços da Via Láctea podem ser vistos na mesma noite, mas não simultaneamente.

Na primeira metade da noite, aparece o arco de inverno, enquanto o arco de verão surge na segunda metade, revelando o vibrante núcleo galáctico. Para capturar essa imagem, Angel precisava de condições ideais, como uma fase de lua nova, clima claro e um horizonte sem obstruções.

Além disso, a poluição luminosa deve ser minimizada, já que o arco duplo da Via Láctea é um fenômeno raro e suas condições de visibilidade podem ser arruinadas por fatores climáticos.

No ano anterior, Angel já havia conseguido capturar esse fenômeno a uma altitude de 3 mil metros, mas neste ano, sua ambição a levou a subir ainda mais, em busca de uma visão ainda mais impressionante.

Preparativos e colaboração

Para realizar esse projeto audacioso, Angel contou com a ajuda de Richard e Arnaud Lehner, experientes guias de montanha. Juntos, eles planejaram a expedição desde setembro de 2025, enfrentando desafios como o transporte por helicóptero e as condições climáticas adversas.

Além do equipamento fotográfico, eles levaram suprimentos essenciais para sobreviver em temperaturas extremas, incluindo sacos de dormir apropriados e roupas adequadas para o frio intenso.

Quando o helicóptero os deixou a 4 mil metros de altitude, Angel sabia que não havia volta até a manhã seguinte e imediatamente se preparou para capturar a imagem desejada.

A tecnologia por trás da fotografia

Para a captura da impressionante imagem, Angel utilizou uma câmera Nikon Z6 II modificada para astrofotografia, que permite captar a luz infravermelha, essencial para registrar detalhes do universo que seriam invisíveis de outra forma.

Com uma lente ultra grande angular, ela garantiu um campo de visão amplo, capturando o máximo de detalhes tanto do céu quanto da paisagem montanhosa. O uso de um rastreador de estrelas foi crucial para evitar borrões nas imagens, permitindo exposições prolongadas sem perda de qualidade.

Além disso, um filtro H-alfa foi utilizado para isolar a luz das nebulosas, proporcionando um contraste elevado nas imagens e permitindo que estruturas galácticas fossem destacadas durante o pós-processamento.

A descoberta do Gegenschein

Durante a expedição, Angel fez uma descoberta surpreendente: o Gegenschein, um fenômeno cósmico que aparece como um brilho oval pálido no céu, causado pela reflexão da

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