Internet das Coisas cria novas oportunidades de interação entre marcas e consumidores em ambientes físicos

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A Internet das Coisas transforma a comunicação e a mídia urbana.

A Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, está revolucionando a forma como marcas e consumidores interagem, expandindo essa comunicação para além das telas tradicionais.

Giovanni Rivetti, Chief Marketing & Innovation Officer da Eletromidia, destaca que a principal mudança trazida pela IoT é a desconexão do digital de dispositivos específicos, como celulares e computadores. Agora, objetos e infraestruturas físicas também estão conectados, permitindo uma comunicação mais rica e contextual.

No cenário da mídia Out of Home (OOH), essa transformação eleva o mobiliário urbano a um ativo inteligente. Rivetti explica que esses suportes podem monitorar seu funcionamento, receber comandos remotos e até prestar serviços, aumentando sua relevância na vida urbana.

Para exemplificar, o executivo menciona a evolução da Eletromidia através de iniciativas como o MUB+, que transforma uma tela em uma interface interativa, e o Abrigo Amigo, um ponto de ônibus conectado que oferece segurança e acolhimento por meio de tecnologia integrada.

Dados e comportamento na Internet das Coisas

Esse avanço também resulta em uma mudança significativa na qualidade dos dados coletados. As empresas agora têm acesso não apenas ao comportamento digital, mas também a informações do mundo físico, como fluxo e interação.

Rivetti aponta que a forma de planejar mídia e experiências se transforma, permitindo identificar momentos de uso e interações, além de falhas. Isso proporciona uma análise mais responsiva e baseada em contexto, melhorando a atuação das marcas.

IoT e privacidade

O crescimento da IoT traz à tona questões sobre a privacidade dos dados. Rivetti enfatiza que é um equívoco associar inteligência de dados apenas à identificação individual dos consumidores. A separação entre dados operacionais e pessoais é crucial, pois a IoT pode gerar valor sem invadir a privacidade.

Ele ressalta que a maior parte do valor da IoT reside em dados agregados e contextuais, que ajudam a entender comportamentos e a otimizar operações sem necessidade de identificação pessoal.

A discussão sobre privacidade deve focar em um propósito claro, coleta mínima e benefícios evidentes. Se a tecnologia promove segurança e eficiência, ela se torna valiosa para a sociedade, marcas e indivíduos.

OOH como exemplo da cidade conectada

A presença da Internet das Coisas se manifesta em diversos setores, mas a mídia externa ilustra claramente a transformação dos ambientes físicos em plataformas conectadas.

Rivetti menciona duas transformações significativas que a IoT traz para o OOH. A primeira é operacional, permitindo que ativos conectados informem sobre seu funcionamento e necessidades de manutenção, aumentando a confiabilidade da rede.

A segunda transformação é de valor, onde iniciativas como o MUB+ e o Abrigo Amigo demonstram como o OOH pode evoluir para experiências e serviços conectados, funcionando como uma infraestrutura inteligente que gera dados e opera de forma eficiente.

Comunicação responsiva

Olhando para o futuro, Rivetti projeta que a IoT transformará ambientes físicos em espaços responsivos. No contexto do OOH, isso significa uma camada inteligente que vai além da mera exibição de conteúdo.

Ele conclui que a automação e personalização são importantes, mas a verdadeira mudança está em como a cidade pode perceber e reagir em tempo real, permitindo que as marcas ofereçam utilidade em vez de apenas competir pela atenção.


Investir em tecnologias como a IoT é essencial para otimizar operações e impulsionar o crescimento a longo prazo. O portal dedica um espaço à tecnologia para Marketing na editoria ColetivaTech.

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