Fiemg aponta insustentabilidade na transição para o fim da escala 6 X 1
Fiemg critica proposta de fim da jornada 6 X 1 por seus impactos negativos na economia.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) expressou sua preocupação em relação ao relatório que propõe o fim da jornada de trabalho 6 X 1, apresentado recentemente. A entidade considera a proposta insustentável e sem medidas adequadas para mitigar os impactos sobre as empresas e a economia brasileira.
De acordo com a Fiemg, a proposta avança sem apresentar soluções que possam reduzir os custos para as empresas e evitar a perda de empregos. A federação avalia que a alteração na jornada de trabalho pode ter consequências severas, especialmente em um cenário econômico já fragilizado.
A nota da Fiemg ressalta que o texto impõe novos custos às empresas, ignorando a realidade econômica do país. A entidade defende que qualquer mudança dessa magnitude deve incluir um prazo adequado de transição, permitindo que as empresas se adaptem às novas exigências de maneira segura e sustentável.
Outro ponto destacado é que o prazo estipulado no relatório é considerado insuficiente para que as empresas realizem as adaptações necessárias. A Fiemg também menciona que a proposta pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até 16%, podendo resultar na perda de cerca de 18 milhões de empregos, além de aumentar o custo de vida e reduzir o poder de compra da população.
A entidade enfatiza que alterações na jornada de trabalho devem ser discutidas em um contexto de negociação coletiva, respeitando as especificidades de cada setor. A Fiemg critica o caráter eleitoreiro da proposta, alertando que deve haver estudos mais aprofundados sobre seus efeitos econômicos e sociais antes de qualquer votação.
Por fim, a Fiemg reafirma que soluções sustentáveis para o país devem ser construídas em conjunto entre trabalhadores, empresas e o poder público, evitando imposições que possam gerar efeitos adversos para a sociedade como um todo.
Detalhes sobre o relatório da jornada 6 X 1
O relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi resultado de uma reunião entre líderes políticos para discutir as mudanças na legislação trabalhista. A proposta visa extinguir o atual modelo de trabalho, estabelecendo um direito constitucional a dois dias de descanso por semana e uma jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial.
A implementação das 40 horas não será imediata. O cronograma prevê que, 60 dias após a promulgação da emenda, a jornada máxima permitida cairá de 44 para 42 horas semanais. A transição para as 40 horas ocorrerá 14 meses após a publicação da proposta, enquanto o direito aos dois dias de folga entrará em vigor imediatamente após o prazo inicial de 60 dias.
