Filme de Bolsonaro se torna comédia de erros e coloca candidatura de Flávio em risco, afirma Financial Times

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Filme sobre Jair Bolsonaro pode impactar candidatura de Flávio Bolsonaro

O filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, está gerando polêmica e pode prejudicar a pré-candidatura de seu filho, Flávio Bolsonaro.

A produção cinematográfica se tornou uma “comédia de erros” antes de sua estreia, especialmente após a revelação de que Flávio buscou financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso e é alvo de investigações por fraude. Áudios mostram Flávio cobrando repasses para a realização do filme.

Essa controvérsia levanta questões sobre a viabilidade eleitoral de Flávio, que é visto como o sucessor político de Jair Bolsonaro após a condenação do pai a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe nas eleições de 2022.

De acordo com análises, a revelação coloca Flávio no centro de um grande escândalo político, ameaçando sua candidatura nas eleições presidenciais de outubro. Flávio tentará se inspirar na trajetória do pai para se manter relevante no cenário político.

Informações indicam que R$ 61 milhões dos cerca de R$ 134 milhões acordados entre Flávio e Vorcaro foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Esse valor supera o custo de produções brasileiras recentes, como “O Agente Secreto”, que custou aproximadamente R$ 27 milhões.

Embora críticos apontem o alto custo, apoiadores do filme afirmam que o investimento está dentro dos padrões de Hollywood. A obra, dirigida pelo cineasta americano Cyrus Nowrasteh, é descrita como uma mistura de thriller e conspiração, abordando a ascensão de Bolsonaro ao poder em 2018.

Além disso, a produção já enfrentou outras controvérsias, incluindo denúncias sobre as condições de trabalho no set e o uso não autorizado de uma música da cantora Beyoncé.

Apesar das dificuldades, aliados de Jair e Flávio Bolsonaro acreditam que “Dark Horse” pode ter uma boa repercussão tanto no Brasil quanto no exterior. O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, manifestou interesse em ajudar na divulgação do filme nos EUA, destacando a presença de Jim Caviezel, um ator associado ao movimento conservador americano, como um atrativo para o público.

O roteiro do filme, que vazou, inclui temas religiosos voltados à base cristã conservadora dos Bolsonaro, mensagens anti-establishment, uma representação da facada que Jair sofreu durante a campanha de 2018 e elementos ficcionais.

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