Aécio afirma que o tempo dirá sobre sua campanha presidencial
Aécio Neves avalia possibilidade de candidatura presidencial em meio a pressão interna e externa.
Após uma reunião com dirigentes partidários, Aécio Neves, presidente da federação PSDB-Cidadania, manifestou disposição para liderar um projeto de campanha presidencial. No entanto, ele ressaltou que a decisão sobre sua pré-candidatura ainda está indefinida, afirmando que “o tempo vai dizer” sobre a viabilidade de sua participação na disputa.
O deputado expressou sua incerteza sobre sua capacidade de construir um projeto viável, destacando que a decisão final dependerá do reflexo das ações atuais na sociedade. “É o tempo que vai dizer, e é o reflexo do que estamos fazendo hoje aqui na sociedade que vai nos levar a uma decisão”, declarou.
Aécio é considerado uma escolha preferencial tanto dentro do PSDB quanto entre aliados próximos para concorrer à presidência. O apoio à sua candidatura vem crescendo em diversos diretórios estaduais, como os de São Paulo e Rio Grande do Sul, que manifestaram publicamente o desejo de vê-lo como candidato ao Palácio do Planalto em vez de concorrer ao Senado por Minas Gerais.
Além disso, o partido Cidadania oficializou seu apoio ao lançamento de Aécio Neves, enquanto o presidente do Solidariedade também está trabalhando para incentivá-lo a aceitar o convite para a candidatura.
Os partidos estão buscando explorar a crise de imagem que envolve o senador Flávio Bolsonaro, após vazamentos relacionados à sua interação com um controlador de banco. A expectativa é que a candidatura de um líder tucano possa atrair parte do eleitorado de direita e centro-direita.
Aécio, no entanto, permanece cauteloso e observa o cenário político antes de tomar uma decisão. “Vejo o quadro ainda com alguma instabilidade. Não tenho uma data para tomar uma decisão e ela vai depender fundamentalmente do apelo, da resposta que setores importantes da sociedade brasileira e do mundo político derem a essa iniciativa”, comentou.
Ele também considerou a possibilidade de apoiar outro nome para a candidatura. “Não preciso ser candidato à Presidência da República para contribuir com o Brasil na superação dessa polarização. Quem sabe isso pode significar a possibilidade da construção da via, do caminho que tenho certeza que grande parte dos brasileiros ainda aguarda que seja construído”.
Aécio Neves possui um histórico eleitoral positivo, tendo chegado ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2014, onde foi derrotado por Dilma Rousseff por uma margem de pouco mais de 3%. Esse desempenho foi o melhor entre os candidatos tucanos desde 2002.
No entanto, o PSDB enfrenta um momento desafiador, tendo formado a menor bancada de sua história nas eleições de 2022, com apenas 13 deputados. Além disso, na disputa municipal de 2024, o partido perdeu metade de suas prefeituras.
Atualmente, a sigla está em uma situação de risco em relação à cláusula de desempenho. Se não conseguir eleger pelo menos 13 deputados em nove estados ou obter 2,5% dos votos válidos nacionais, com mínimo de 1,5% em nove estados, a federação PSDB-Cidadania poderá perder a maior parte do fundo eleitoral e partidário, além do tempo de rádio e televisão, correndo risco de extinção.
