Justiça Eleitoral cancela filiação de Aldo Rebelo ao DC

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Justiça Eleitoral de São Paulo formaliza cancelamento de filiação de Aldo Rebelo ao DC.

A Justiça Eleitoral de São Paulo oficializou, na última segunda-feira, 25, o cancelamento da filiação do ex-ministro Aldo Rebelo ao partido Democracia Cristã (DC). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agora registra Rebelo como não vinculado a nenhum partido político.

O juiz eleitoral Tiago Machado determinou que a desfiliação fosse registrada com data retroativa ao dia 22 de setembro, data em que a decisão foi tomada pela agremiação. Essa ação reflete o movimento interno do partido em relação ao ex-ministro.

Em declarações à imprensa, Aldo Rebelo, que ainda se apresenta como pré-candidato à Presidência pelo DC, informou que já recorreu da decisão. Ele destacou que o que ocorreu foi uma homologação de sua desfiliação e que o assunto será levado à Justiça, especialmente se um processo de expulsão for iniciado, o que até o momento não ocorreu.

Rebelo expressou confiança em que todas as tentativas de obstruir sua candidatura serão derrubadas judicialmente. Ele argumentou que essas manobras estão repletas de ilegalidades e irregularidades, e que um processo de expulsão requer trâmites longos e complexos.

Na semana anterior, a direção nacional do DC havia autorizado a abertura de um procedimento disciplinar visando a expulsão sumária de Rebelo, que era o pré-candidato do partido à Presidência. Essa decisão culminou na comunicação formal de sua desfiliação à Justiça Eleitoral.

Após o anúncio da pré-candidatura de Aldo Rebelo, o presidente do partido, João Caldas, revelou a intenção de lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como candidato à Presidência. Essa mudança de estratégia parece estar ligada a preocupações pessoais de Caldas em relação a possíveis consequências legais para sua família em Alagoas.

Rebelo criticou a decisão de Caldas, afirmando que a escolha do pré-candidato deve ser uma deliberação coletiva durante a convenção do partido, e não uma decisão unilateral do presidente. Ele questionou a ética de convidar alguém para um compromisso e depois desconsiderar essa escolha sem aviso prévio.

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