A ciência moderna investiga a maior dúvida de Albert Einstein sobre a infinitude do universo e da estupidez humana

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A busca pela resposta sobre a infinitude do universo continua.

Albert Einstein, conhecido por suas contribuições à física moderna, também é lembrado por suas observações irônicas sobre a condição humana. Uma de suas frases mais célebres reflete essa ironia ao afirmar que, enquanto o universo e a estupidez humana são infinitos, ele não tem certeza sobre o primeiro.

Mais de um século após o advento da cosmologia moderna, que se baseia na Teoria da Relatividade Geral de Einstein, a ciência avançou significativamente. Telescópios espaciais e tecnologias de medição sofisticadas têm revelado muitos segredos do cosmos, mas a questão fundamental permanece sem resposta: o universo é realmente infinito? Existe um limite ou ele se estende indefinidamente?

Um universo em expansão, mas com limites para o que podemos ver

A incerteza sobre o tamanho do universo é uma questão que intriga a ciência há séculos. No início do século XX, muitos astrônomos acreditavam que a Via Láctea era todo o universo. Isso mudou quando Edwin Hubble, ao estudar nebulosas, descobriu que esses objetos eram, na verdade, galáxias distantes, repletas de bilhões de estrelas. Essa revelação ampliou a compreensão sobre a vastidão do cosmos.

A descoberta de Hubble revolucionou a cosmologia. Ele observou que muitas galáxias apresentavam desvio para o vermelho, um fenômeno que indica que elas estão se afastando de nós, semelhante ao efeito Doppler. Essa observação fornece uma evidência concreta de que o universo está em expansão, impulsionada por uma força conhecida como energia escura, que afasta as estruturas cósmicas umas das outras.

Apesar dos avanços proporcionados por instrumentos como o telescópio espacial James Webb, ainda existe um limite físico para a observação do cosmos. Esse limite é determinado pela velocidade da luz e a idade do universo. Como o universo surgiu há aproximadamente 13,8 bilhões de anos, só podemos observar objetos cuja luz teve tempo suficiente para chegar até nós.

Contudo, o espaço não permaneceu estático enquanto a luz viajava. Desde o Big Bang, o universo tem se expandido, o que significa que as regiões de onde a luz partiu estão agora muito mais distantes do que eram no início da viagem.

Os cientistas estimam que a parte do cosmos que conseguimos observar, conhecida como universo observável, tem cerca de 93 bilhões de anos-luz de diâmetro. No entanto, isso não reflete o tamanho total do universo; é simplesmente o limite do que conseguimos ver. Além dessa fronteira, podem existir inúmeras galáxias e estruturas cósmicas cuja luz ainda não chegou até nós.

Formato do universo: plano, curvo ou uma “rosquinha” cósmica?

Outra questão intrigante na cosmologia moderna é o formato do universo. Durante um workshop da Agência Espacial Europeia, o astrofísico Joseph Silk apresentou dados que sugerem que o universo parece ser “plano”. No entanto, “plano” na física não se refere a uma superfície bidimensional, mas sim a um espaço que segue as regras da geometria euclidiana.

  • Linhas paralelas nunca se encontram;
  • A soma dos ângulos de um triângulo é 180°.

Esse tipo de geometria abre duas possibilidades distintas:

  • Universo infinito: semelhante a um plano que se estende sem limites;
  • Universo finito, mas sem bordas: semelhante à superfície de uma rosquinha, onde o espaço se curva e pode se conectar consigo mesmo.

Se a segunda hipótese for verdadeira, o universo poderia se conectar consigo mesmo, o que significa que viajar em linha reta por tempo suficiente poderia, teoricamente, levar você de volta ao ponto de partida. Isso poderia resultar em observar a mesma região do universo mais de uma vez, mas em direções diferentes do céu.

Os cientistas acreditam que esse fenômeno deixaria uma assinatura na radiação cósmica de fundo em micro-ondas, a luz

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