A pitaya como alternativa de renda em pequenas propriedades rurais
A produção de pitayas no interior paulista cresce, mas preços caem devido à oferta elevada.
A pitaya, fruta exótica conhecida por sua casca vibrante e polpa adocicada, tem se tornado cada vez mais popular entre os produtores do interior paulista. Nesta safra, o aumento na produção é notável, embora a maior oferta tenha provocado uma queda nos preços.
Na propriedade de Roberto Ferrari, localizada em Itatiba (SP), a diversidade de variedades é impressionante. Além das pitayas vermelhas e brancas, ele cultiva mais 30 tipos da fruta, totalizando 500 pés. A colheita, que começou com um atraso de cerca de 20 dias, não afetou a produção esperada, que deve alcançar dez toneladas, três a mais que no ano anterior.
Cada pé de pitaya branca pode render em média 20 quilos da fruta, o mesmo se aplicando às variedades vermelhas. Contudo, o aumento na oferta tem impactado os preços, que variam entre R$ 8 e R$ 10 por quilo, um aumento de R$ 2 em relação ao mesmo período do ano passado.
Em Jundiaí (SP), a família Rosemberger também expandiu seu cultivo. Há sete anos, possuíam mil pés de pitaya; atualmente, esse número subiu para aproximadamente 3,5 mil. As variedades vermelha e branca são as mais cultivadas, e apesar do atraso na florada devido às condições climáticas, o produtor Caíque Armagner Rosemberger está otimista, prevendo uma colheita de cerca de 40 toneladas, cinco a mais que na safra anterior.
Ainda que a produção tenha aumentado, os preços caíram. Na safra anterior, o quilo era vendido por R$ 5; atualmente, o preço é de R$ 3,50. A produção é destinada principalmente à capital paulista e ao Rio de Janeiro.
O cultivo de pitayas no interior paulista tem se mostrado uma alternativa viável para muitos produtores, gerando renda e diversificação nas pequenas propriedades rurais.
