Advogado de Lula defende Lulinha e critica PF por suposta manipulação de investigações
Advogado critica investigação da Polícia Federal sobre Lulinha, filho de Lula.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, amigo do presidente Lula e coordenador do grupo Prerrogativas, expressou severas críticas à atuação da Polícia Federal na investigação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O filho do presidente é alvo de apurações relacionadas a supostas fraudes no INSS.
Carvalho, que foi considerado para liderar o Ministério da Justiça, questiona a legitimidade das investigações, argumentando que a Polícia Federal estaria apresentando indícios de ilícitos que, segundo ele, não existem. Além disso, criticou o vazamento de informações, que classificou como criminoso, mas afirmou confiar na corporação e em seu diretor-geral, Andrei Rodrigues.
Durante uma entrevista recente, o advogado traçou comparações entre as gestões de Lula e Jair Bolsonaro, destacando que, enquanto houve tentativas de interferência na PF durante o governo anterior, hoje os membros da corporação não estariam agindo de maneira tão republicana quanto deveriam.
Carvalho enfatizou que a Polícia Federal, como instituição de Estado, reflete as divisões da sociedade atual, ainda marcada pelo ódio e intolerância. Ele está atuando na defesa de Lulinha ao lado do advogado Guilherme Suguimori.
O advogado também se posicionou firmemente contra as acusações de que Lulinha teria recebido valores do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Carvalho negou qualquer repasse financeiro, afirmando que as alegações são fruto de uma “perseguição delirante”.
A investigação da PF inclui a possibilidade de que Lulinha tenha recebido uma mesada de R$ 300 mil através de uma amiga em comum, a empresária Roberta Luchsinger, que já foi alvo de operações policiais. A conexão entre eles inclui uma viagem a Portugal em 2024, onde Lulinha visitou um projeto de canabidiol de Careca.
Uma das linhas de investigação sugere que Lulinha poderia estar tentando se evadir do Brasil, especialmente após a abertura de uma empresa na Espanha. Carvalho refutou essas alegações, afirmando que não houve qualquer repasse e que a quebra de sigilo bancário de Lulinha confirmaria a ausência de transferências suspeitas.
Sobre a viagem, Carvalho reiterou que Lulinha não tinha conhecimento das atividades ilícitas do lobista e que sua visita estava relacionada a questões pessoais de saúde familiar. Ele também contestou a movimentação financeira reportada, esclarecendo que os valores foram inflacionados por erros de contabilização.
A defesa de Luchsinger apresentou uma petição ao STF, questionando os vazamentos de informações e argumentando que as transferências citadas pela PF não configuram lavagem de dinheiro, uma vez que ocorreram antes da formalização de contratos relevantes.
Recentemente, Lula comentou sobre as suspeitas envolvendo seu filho, afirmando que qualquer envolvimento seria investigado. Carvalho contrastou a postura de Lula com a do ex-presidente Bolsonaro, destacando uma diferença fundamental na forma como ambos lidam com investigações envolvendo suas famílias.
Para Carvalho, a situação atual pode, paradoxalmente, beneficiar Lula, sugerindo que a oposição pode ter subestimado a resiliência do presidente diante das acusações.
