Alckmin anuncia saída do ministério em abril, mas permanecerá como vice-presidente

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Alckmin se afasta do ministério para concorrer nas eleições de 2026, mas permanece como vice-presidente.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que deixará o cargo no dia 4 de abril, data limite para que membros do Executivo que desejam concorrer nas eleições de 2026 se afastem de suas funções.

A legislação eleitoral exige que ministros se desincompatibilizem seis meses antes do primeiro turno das eleições, agendado para 4 de outubro. No entanto, essa regra não se aplica ao cargo de vice-presidente, permitindo que Alckmin permaneça em sua função enquanto se prepara para a disputa eleitoral, desde que não assuma a Presidência da República durante esse período.

Importante ressaltar que, conforme a legislação, o vice-presidente pode tornar-se inelegível se exercer temporariamente a Presidência nos seis meses que antecedem a eleição. Portanto, caso Alckmin decida concorrer a outro cargo, deverá evitar substituir Lula em possíveis ausências durante esse intervalo.

FUTURO POLÍTICO

O futuro político de Alckmin continua sendo objeto de intensas negociações no governo. As possibilidades incluem uma nova candidatura à vice-presidência na chapa de Lula, a disputa pelo governo de São Paulo, cargo que ocupou por quatro mandatos, ou uma vaga no Senado pelo Estado, que é o maior colégio eleitoral do Brasil.

As conversas também envolvem o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerado um potencial candidato ao governo paulista, embora tenha manifestado resistência à candidatura. A definição sobre as candidaturas deve ocorrer nos próximos meses, conforme as alianças políticas e as candidaturas nos Estados se consolidem.

ACORDO MERCOSUL-UE

<pDurante sua despedida do cargo, Alckmin participou da apresentação dos números da balança comercial de fevereiro, uma tarefa geralmente atribuída aos técnicos da Secretaria de Comércio Exterior. Ele fez um breve balanço de sua gestão à frente do MDIC nos últimos três anos.

O vice-presidente comentou sobre a recente aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, reafirmando a expectativa do governo de que o tratado entre em vigor em maio. Segundo Alckmin, a ratificação pelo Congresso Nacional, que ocorreu na noite de 4 de março, encerra um processo de mais de duas décadas de negociações e abre caminho para a aplicação provisória do pacto.

Ele destacou que o acordo inclui salvaguardas para proteger a indústria nacional em caso de aumento excessivo de importações, o que é fundamental para garantir a competitividade da economia brasileira no cenário internacional.

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