Alckmin anuncia saída do Ministério para concorrer nas eleições
Geraldo Alckmin anuncia saída do Ministério para concorrer nas eleições de 2024.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, confirmou em coletiva de imprensa que deixará sua função no dia 4 de abril. Essa data é o prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para que membros do Executivo se afastem de seus cargos com o objetivo de participar das eleições.
Embora tenha interesse em continuar na chapa de Lula como candidato a vice, Alckmin é visto como o candidato ideal do presidente para concorrer ao Senado por São Paulo. A estratégia envolve uma coligação com figuras chave do governo, como Fernando Haddad, que pode ser candidato ao governo estadual, e Simone Tebet, que é considerada para a segunda vaga no Senado.
A formação da chapa paulista é uma prioridade para o presidente Lula, que busca nomes fortes para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também é mencionada como uma potencial candidata ao Senado, destacando-se em pesquisas eleitorais.
Apesar de não ser escolhido para a chapa presidencial, Alckmin recebeu a confirmação do presidente nacional do PT de que a sigla está disposta a garantir palanques para ele. O ministro é membro do PSB, partido liderado pelo prefeito de Recife, João Campos, que também está em busca de uma candidatura ao governo de Pernambuco.
A desincompatibilização de Alckmin se aplica apenas ao seu cargo de ministro, permitindo que ele mantenha sua posição como vice-presidente da República durante todo o período eleitoral.
Além de Alckmin, ao menos 19 ministros também planejam deixar seus cargos em abril para concorrer nas eleições. Entre esses, destacam-se figuras de alto escalão como a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; Rui Costa, da Casa Civil; e Renan Filho, dos Transportes.
