Alcolumbre descarta prorrogação da CPI do Crime Organizado, afirma relator
Relator da CPI do Crime Organizado critica negativa de prorrogação do prazo pelo presidente do Senado.
O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou o pedido de prorrogação do prazo de funcionamento da comissão. Com essa decisão, o parecer final deverá ser entregue até o dia 14.
No início da tarde de terça-feira, Vieira se reuniu com Alcolumbre, um dia após protocolar o pedido com 28 assinaturas. O relator destacou que o requerimento foi apresentado de acordo com os requisitos constitucionais e regimentais, mas Alcolumbre optou por não prorrogar, alegando que um ano eleitoral não é propício para a tramitação de uma CPI.
Para Vieira, essa decisão representa um grande desserviço à nação. Ele ressaltou que a CPI ainda possui questões relevantes a serem analisadas, com um volume significativo de documentos e dados a serem investigados, e que o tempo se torna um fator limitante.
Além disso, o relator mencionou ter conversado com Alcolumbre sobre a instalação da CPI do Banco Master, mas o presidente do Senado deixou claro que não irá instaurar nenhuma CPI por iniciativa própria. Vieira também criticou uma decisão do STF que afastou a obrigatoriedade da leitura de requerimentos de prorrogação.
O relator considera que essa decisão do STF é inconstitucional, afirmando que cabe ao presidente do Senado a avaliação sobre a oportunidade de prorrogações, o que contraria tanto o regimento interno quanto a Constituição.
Trabalho restante
Diante da negativa, as equipes técnicas da comissão já começaram a compilar as informações necessárias para a conclusão do relatório. Vieira afirmou que as equipes estão trabalhando intensamente para reunir e cruzar os dados necessários para uma investigação completa.
Antes da votação, a comissão ainda planeja ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A comissão também tinha a intenção de ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a fraude do Banco Master, mas ele não respondeu à intimação até o momento.
