Anotações do PL indicam possível troca de vice de Tarcísio e riscos para Flávio em Minas Gerais
Reunião do PL revela estratégias e desafios para as eleições de 2026.
Anotações de uma reunião da cúpula do PL, realizada recentemente, expõem os planos do partido para as eleições deste ano, além de opiniões sobre os concorrentes que não são divulgadas publicamente.
O documento, intitulado “situação nos estados”, traz uma lista de possíveis candidatos e anotações manuscritas que refletem o panorama atual do partido. A reunião contou com a presença de Flávio Bolsonaro e outros líderes do PL, embora o autor das anotações não tenha sido identificado.
Flávio Bolsonaro, durante o encontro, se reuniu com seu coordenador de campanha e o presidente do partido para discutir estratégias e candidatos. Entre as anotações, destaca-se a menção ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e possíveis nomes para a sua candidatura à reeleição.
O atual vice, Felício Ramuth, alvo de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, é mencionado, mas seu nome aparece associado a um símbolo de dólar, indicando incertezas sobre sua continuidade na chapa. Além disso, outra anotação questiona a possibilidade de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa, assumir a vaga de vice.
No campo do Senado, o rascunho lista cinco potenciais candidatos, incluindo Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, e outros nomes conhecidos no cenário político, como Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano. A reunião foi um “brainstorm” para traçar um panorama do partido a meses da eleição nacional, com o registro oficial de candidatos previsto para agosto.
Em Minas Gerais, a cúpula do PL expressa desconfiança sobre o vice-governador Mateus Simões, que pretende concorrer ao governo. Anotações indicam que ele pode não ser uma escolha favorável, enquanto o partido considera Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, como uma alternativa para o governo.
Além disso, o PL está avaliando candidatos ao Senado em diversos estados, com anotações que refletem estratégias específicas. Em Alagoas, o prefeito de Maceió e um deputado federal são cotados para o governo, enquanto no Distrito Federal, um impasse se forma sobre a composição da chapa, especialmente em relação à vice-governadora Celina Leão.
Em outros estados, como a Bahia e o Ceará, o PL busca alianças estratégicas com candidatos locais, enquanto no Rio Grande do Sul, a situação está mais definida, com candidatos já escolhidos para o governo e o Senado.
O cenário em Goiás e Mato Grosso também é abordado, com possíveis candidatos sendo discutidos, demonstrando a ampla gama de estratégias do PL para as eleições. A reunião reflete a necessidade do partido de se posicionar de forma competitiva em um ambiente político dinâmico e desafiador.
Por fim, o documento revela a intenção do PL de consolidar sua base e fortalecer alianças, enquanto enfrenta desafios internos e externos em sua busca por um espaço significativo nas próximas eleições.
