Aprovação Histórica: Câmara dos Deputados da Argentina Ratifica Acordo UE-Mercosul

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Aprovação do acordo UE-Mercosul pela Argentina pode impactar economia brasileira.

Na noite de quinta-feira (12), a Câmara de Deputados da Argentina aprovou o pacto comercial entre a União Europeia e o Mercosul, com um expressivo resultado de 203 votos a favor e apenas 42 contra.

Quatro deputados optaram pela abstenção. O bloco opositor do peronismo, conhecido por sua postura protecionista, apresentou divisões, com uma parte dos legisladores apoiando a liberalização do comércio.

O próximo passo é a análise do texto pelo Senado argentino, que está agendada para o dia 26. A expectativa é que a aprovação ocorra, tornando a Argentina o primeiro país do Mercosul a ratificar o tratado no Congresso, um passo crucial para sua implementação imediata.

O governo de Javier Milei busca garantir que a Argentina tenha prioridade no acesso às cotas de exportação de produtos agropecuários, como a carne, criando assim uma vantagem competitiva em relação ao Brasil.

Com a apresentação do acordo ao Congresso, a administração argentina solicitou sessões extraordinárias para acelerar sua aprovação, visando posicionar o país à frente dos demais membros do bloco.

Embora o Parlamento Europeu tenha encaminhado o tratado para análise no Tribunal de Justiça da União Europeia, um processo que pode levar até dois anos, a Comissão Europeia tem a autoridade para aplicar provisoriamente o capítulo comercial, permitindo a implementação enquanto aguarda o parecer jurídico.

Este pacto não apenas estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, mas também possui uma significativa dimensão geopolítica, promovendo uma aliança entre sul-americanos e europeus como um contrapeso à polarização entre os Estados Unidos e a China.

Vista geral da câmara de deputados em Buenos Aires em 27 de fevereiro de 2013, enquanto discutiam a possibilidade de um acordo com o Irã para estabelecer uma comissão da verdade sobre um ataque terrorista que ocorreu em 1994.

O debate sobre o impacto desse acordo no bolso dos brasileiros é intenso, uma vez que pode alterar a dinâmica de preços e a competitividade no mercado interno, especialmente em setores como agropecuário e industrial.

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