Artesãs de Itapetininga criam joias biodegradáveis a partir de matéria-prima natural

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Artesãs de Itapetininga criam biojoias a partir de materiais naturais.

No distrito de Gramadinho, em Itapetininga (SP), um grupo de artesãs vem se destacando na transformação de sementes e cascas em biojoias sustentáveis. Utilizando a chamada “pérola negra”, que cai das árvores quando o tronco é balançado, elas criam peças únicas e ecológicas.

Durante caminhadas pelo bairro rural, essas artesãs coletam materiais de diversas espécies, como a Leucena, que se torna a base para a produção artesanal das joias. A coleta é um momento de conexão com a natureza, onde cada semente e casca é valorizada.

Após a coleta, as sementes passam por um tratamento antifúngico e secagem. A Leucena, por exemplo, é descascada e cozida antes de ser utilizada. O resultado são peças versáteis, como colares, cintos e pulseiras, conforme explica a artesã Deise Almeida.

Deise, que antes trabalhava como merendeira, encontrou sua paixão pelo artesanato após participar de um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Ela destaca o amor que desenvolveu pelas sementes e a satisfação de criar peças únicas.

Além da estética, as biojoias têm uma função prática. Plantas como alecrim, arruda, citronela e pimenta são utilizadas para repelir insetos. As cascas de coco, guapuruvu, jatobá e jacarandá-brasília são frequentemente empregadas, contribuindo para a diversidade das peças.

A artesã Ione Berta ressalta a importância da sustentabilidade em seu trabalho. As biojoias são concebidas de forma que, após o uso, podem ser desmanchadas, remodeladas ou até mesmo decompostas na natureza, reforçando a conexão com o meio ambiente.

Atualmente, a cooperativa conta com 54 mulheres, todas recebendo capacitação em cursos que abordam tanto a produção das peças quanto noções de empreendedorismo. Essa formação é essencial para o fortalecimento da economia local.

O coordenador do Senar em Itapetininga, Bruno Galvão, enfatiza o impacto positivo da iniciativa. O curso busca fomentar a economia criativa, especialmente entre as mulheres, proporcionando uma fonte de renda e valorizando o artesanato local.

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