Atividade industrial no Rio Grande do Sul registra queda no início do ano, revela pesquisa da Fiergs
Desempenho industrial do Rio Grande do Sul apresenta queda significativa em janeiro de 2026.
O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou uma queda de 0,6% em janeiro em relação ao mês anterior. Este resultado marca a segunda redução consecutiva e revela uma tendência preocupante, com o indicador apresentando diminuições em 10 dos últimos 14 meses, além de apenas quatro meses com avanços.
Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a retração chega a 9,1%, sendo este o pior desempenho desde maio de 2024, quando o Estado enfrentou severas enchentes. O recuo foi atribuído a uma diminuição de 0,9% nas horas trabalhadas e de 0,7% nas compras industriais, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas empresas na manutenção de sua produção.
Apesar disso, alguns indicadores mostraram desempenhos positivos, como o faturamento real, que cresceu 1,4%, e a massa salarial real, que aumentou 1,3%. A utilização da capacidade instalada também apresentou leve alta, passando de 76,7% para 77,2%, demonstrando que, apesar da crise, algumas atividades conseguiram manter sua operação.
Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs, destacou que o ambiente econômico atual é marcado por incertezas, alta nos juros e diminuição das intenções de investimento, fatores que impactam diretamente a confiança dos empresários da indústria. Ele ressaltou que a pressão por medidas como a redução da jornada de trabalho e a tensão no cenário internacional, especialmente no Oriente Médio, também têm gerado um clima de apreensão.
Ao analisar o desempenho setorial, 14 dos 16 segmentos mostraram resultados negativos no início do ano. As quedas mais expressivas foram observadas nos setores de veículos automotores, com uma retração de 23%, e em equipamentos de informática e eletrônicos, que enfrentaram uma queda de 25,1%. Em contrapartida, o setor de alimentos e móveis conseguiu registrar variações positivas, com crescimentos de 4,6% e 2,2%, respectivamente.
Além disso, a pesquisa da Fiergs apontou que, ao longo dos 12 meses até janeiro, a atividade industrial no estado teve uma redução de 2,2% em comparação ao período anterior. Os resultados indicam também uma diminuição no faturamento real e nas horas trabalhadas, embora o mercado de trabalho tenha mostrado sinais de recuperação, com um aumento de 1% no número de pessoas empregadas e de 2,6% na massa salarial real.
