Ato de Nikolas contra Lula e Moraes mobiliza 22.800 pessoas na Avenida Paulista
Manifestação “Acorda, Brasil” reúne milhares em São Paulo contra Lula e STF.
Um grande ato intitulado “Acorda, Brasil” ocorreu neste domingo (1º de março de 2026) na Avenida Paulista, em São Paulo, com a participação de aproximadamente 22.800 pessoas. A manifestação foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira e pelo senador Flávio Bolsonaro, ambos do PL.
O foco do protesto foram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os manifestantes expressaram descontentamento com as políticas do governo atual e a atuação do STF, que, segundo eles, estaria ultrapassando seus limites constitucionais.
Além das críticas, o ato também foi apoiado pelo Partido Novo, que utilizou o lema “Fora Lula. Fora Moraes, Fora Toffoli”. Durante a manifestação, houve pedidos de anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e a solicitação de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para estimar o número de participantes, foram utilizadas fotos aéreas de alta resolução, capturadas por um drone. As imagens foram registradas no momento de maior concentração do público, pouco antes dos discursos de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro.
A área ocupada pelos manifestantes foi analisada com o auxílio do Google Earth, permitindo calcular a densidade de público em diferentes seções da Avenida Paulista. A metodologia envolveu a classificação da densidade em cinco categorias, variando de baixa a alta, com base no número de pessoas por metro quadrado.
Os organizadores ressaltaram que a contagem é sempre aproximada, uma vez que os participantes se movimentam frequentemente e a visibilidade pode ser obstruída por árvores ou marquises.
PROTESTO CONTRA O STF
Durante o ato, Nikolas Ferreira fez declarações contundentes contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que seu destino não seria o impeachment, mas a prisão. Ele não hesitou em criticar a moralidade do ministro, chamando-o de “pateta” e “panaca”.
O pastor Silas Malafaia também se pronunciou, referindo-se a um contrato envolvendo a esposa de Moraes e um banco, acusando-o de corrupção. Malafaia pediu que o sigilo do contrato fosse quebrado, questionando a ética de Moraes e Toffoli em suas funções no STF.
