Atriz acusa governo da Albânia de utilizar sua imagem em ministra gerada por inteligência artificial

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Inteligência Artificial é nomeada ministra na Albânia, gerando polêmica com atriz.

Recentemente, a Albânia fez história ao nomear uma inteligência artificial, Diella, como ministra responsável por decisões sobre licitações públicas. A iniciativa, anunciada pelo primeiro-ministro Edi Rama, foi apresentada como um passo significativo no combate à corrupção, um tema crítico no país.

A atriz Anila Bisha, de 57 anos, uma figura proeminente na Albânia, havia firmado um contrato com o governo que permitia o uso de sua imagem para a assistente virtual do portal E-Albania, que oferece serviços públicos online. No entanto, Bisha alegou que o acordo não incluía a utilização de sua imagem na criação da ministra virtual Diella.

Em sua defesa, a atriz afirmou que a utilização de sua identidade e dados pessoais sem consentimento é uma violação grave. Bisha, que entrou com uma ação judicial, expressou que esperava uma resolução amigável, mas após não receber respostas das autoridades, decidiu levar o caso à Justiça.

“Assinei apenas um contrato para o uso da minha imagem no âmbito dos serviços oferecidos aos cidadãos pelo E-Albania, de forma alguma para Diella, a ministra”, destacou Bisha.

Além disso, Bisha denunciou que a Agência Nacional da Sociedade da Informação, responsável pela criação da IA, registrou uma patente de sua imagem e voz sem sua autorização, o que, segundo ela, é ilegal e a impede de trabalhar em sua profissão.

Essa situação levanta questões importantes sobre direitos de imagem e o uso de tecnologias emergentes em esferas governamentais, refletindo um dilema contemporâneo sobre a ética na inteligência artificial e suas implicações sociais.

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