Aumento do preço do milho impacta negociações e altera dinâmica do mercado brasileiro
China registra queda drástica nas importações de milho em 2023.
A valorização do milho, que foi inicialmente notada no início de fevereiro em algumas regiões do estado de São Paulo, se espalhou para outras localidades monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse aumento nos preços está diretamente ligado à postura mais cautelosa dos produtores no mercado spot.
Conforme apontado pelo Cepea, muitos vendedores estão focando suas atenções nos trabalhos de campo, resultando em uma redução significativa na quantidade de ofertas disponíveis no mercado físico. Essa menor disponibilidade do cereal tem contribuído para a manutenção dos preços em diversas regiões do país.
No que diz respeito à demanda, compradores têm enfrentado dificuldades nas negociações. Além da oferta restrita, esses agentes indicam uma resistência em firmar novos negócios devido aos preços mais altos solicitados pelos vendedores. Essa situação tem gerado um ritmo de transações mais lento.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da cautela por parte dos compradores, as perspectivas de produção permanecem robustas. Novas estimativas sugerem que as safras devem ser elevadas tanto no Brasil quanto globalmente, além de haver uma expectativa de recuperação dos estoques domésticos.
No cenário internacional, a situação se apresenta de forma diferente. As projeções indicam que os estoques globais de milho podem atingir o menor nível desde a safra 2014/15, um fator que permanece sob a atenção dos agentes do mercado e pode impactar a dinâmica de preços.
