Balneabilidade no Rio Grande do Sul apresenta apenas cinco locais impróprios para banho
Boletim aponta cinco pontos impróprios para banho no Rio Grande do Sul
O nono boletim do Programa Balneabilidade da temporada 2025/2026 revelou que, entre os 96 pontos monitorados no Rio Grande do Sul, cinco estão inadequados para banho. Os dados mais recentes foram coletados entre os dias 2 e 4 de fevereiro.
Alterações em relação ao boletim anterior mostraram que o Balneário do Rio Camaquã, em Cristal, foi retirado da lista de restrições, enquanto dois locais em Pelotas e um em Santa Maria foram novamente classificados como impróprios. Os municípios de Osório e Piratini também apresentam locais com condições adversas.
Os pontos considerados impróprios incluem áreas em Osório e Pelotas, onde os índices de cianobactérias foram alarmantes, com 242.338 células/ml na Lagoa do Peixoto, e 51.000 células/ml em cada um dos pontos em Pelotas, superando o limite estabelecido de 50.000 células/ml. Essa situação sugere eutrofização, um fenômeno de excessiva presença de nutrientes que pode gerar riscos à saúde dos banhistas.
Os microrganismos predominantes encontrados nos pontos impróprios, como Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp. em Osório, e Microcystis sp. em Pelotas, possuem potencial para produzir toxinas que podem causar intoxicações agudas ou crônicas em pessoas expostas à água contaminada.
Pontos impróprios para banho
* Osório — Lagoa do Peixoto;
* Pelotas — Valverde – Trapiche;
* Pelotas — Valverde – Av. Sen. Joaquim A. Assumpção;
* Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini;
* Santa Maria — Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí.
O Programa Balneabilidade monitora 96 pontos de praias e balneários em 45 municípios do Estado. Nesta temporada, novas coletas e análises foram iniciadas em locais como a Lagoa Rondinha, em Balneário Pinhal, o Parque Náutico, em Capão da Canoa, e o Balneário Klérfim Cardoso, em Piratini. O programa é executado pela Fepam, com colaboração da Corsan e do Sanep.
A divulgação dos resultados ocorre semanalmente, sempre às sextas-feiras, através do site e redes sociais da Fepam, em placas de aviso nas praias e balneários, assim como no aplicativo do Programa Balneabilidade. Os boletins continuarão a ser divulgados até 27 de fevereiro, e o projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979.
Classificação das águas
Para classificar as águas como próprias ou impróprias para banho, são utilizados parâmetros de Escherichia coli (E. coli), seguindo normas estabelecidas pelo Conama. Em diversas localidades, como Pelotas e Osório, também são consideradas as cianobactérias na avaliação.
Os resultados dos boletins dependem de cinco semanas de monitoramento. Se duas ou mais amostras apresentarem resultados superiores a 800 para E. coli, ou se a amostra mais recente exceder 2 mil, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo critério é aplicado para cianobactérias que ultrapassarem 50 mil células.
Recomendações aos banhistas
— Entrar na água apenas em locais com condição própria para o banho;
— Evitar tomar banho em épocas de chuva, nas 24 horas seguintes a chuvas intensas, e em períodos de cheia;
— Não banhar-se em locais com concentração de algas, que podem ser tóxicas;
— Prestar atenção especial em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
