Bilionário de IA provoca mal-estar na Igreja com palestra sobre anticristo no Vaticano

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Peter Thiel provoca polêmica com conferência sobre anticristo em Roma.

O bilionário de tecnologia Peter Thiel iniciou, neste domingo (15), uma série de palestras em Roma que geraram mal-estar na Igreja Católica. Os encontros, que duraram até esta quarta-feira (18), discutiram o conceito de anticristo.

Os convites para a conferência indicavam que o evento se chamava “O Anticristo Bíblico”. Informações revelam que ao menos um padre participou do evento, o que intensificou as reações da Igreja.

A Igreja começou a se manifestar sobre a conferência devido à sua proximidade com o Vaticano. Embora Thiel tenha realizado eventos semelhantes em outras cidades, a atenção da Igreja foi despertada agora.

Na véspera da chegada de Thiel a Roma, o padre Paolo Benanti, que aconselha o papa sobre inteligência artificial, publicou um ensaio provocativo. No texto, questionou se Thiel deveria ser “queimado na fogueira” por suas visões.

Benanti descreveu Thiel como um “teólogo político” que desafia os fundamentos da convivência civil, considerando suas ações uma heresia contra o consenso liberal.

“Toda a ação de Thiel pode ser vista como um ato prolongado de heresia contra o consenso liberal: um desafio aos próprios fundamentos da convivência civil”, escreveu Benanti.

Além disso, um jornal da Conferência Episcopal Italiana também criticou Thiel, argumentando que líderes de tecnologia não devem definir seus próprios limites éticos. O texto defendia que os governos devem garantir a supervisão democrática das plataformas digitais e combater a desinformação.

Interesses de Thiel

Peter Thiel, conhecido por fundar a PayPal e a Palantir Technologies, tem demonstrado crescente interesse por temas religiosos e filosóficos. Ele já realizou palestras semelhantes em São Francisco e Paris, onde discutiu cenários envolvendo figuras com características do anticristo.

Thiel baseia suas discussões em profecias bíblicas, alertando que um anticristo poderia surgir ao tentar estabelecer um governo mundial único, prometendo evitar desastres como guerras nucleares, avanços da inteligência artificial e mudanças climáticas.

Os encontros em Roma foram restritos a convidados e à imprensa, com o local não divulgado. Os organizadores afirmaram que o grupo era composto por participantes dos setores acadêmico, tecnológico e religioso.

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