Boi gordo avança no Brasil com oferta restrita e escalas curtas
Mercado do boi gordo se destaca com preços elevados e oferta restrita.
O mercado físico do boi gordo apresentou negociações acima da referência média em diversas regiões do Brasil ao longo da semana. Essa movimentação é sustentada principalmente pela restrição na oferta de animais terminados, que continua a ser o principal fator de suporte para os preços em março.
Os frigoríficos estão enfrentando dificuldades para alongar suas escalas de abate, que, em média, variam de cinco a sete dias úteis em nível nacional. Essa situação gera a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria para atender à demanda.
Embora os preços se mantenham firmes, a volatilidade do mercado é uma preocupação. Fatores como o conflito no Oriente Médio, o aumento dos combustíveis e as oscilações na cota chinesa influenciam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3.
Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram variações distintas ao longo da semana:
- São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% em relação aos R$ 345,00 da semana anterior.
- Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante os R$ 330,00.
- Uberaba (MG): R$ 345,00, estável.
- Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% em relação aos R$ 345,00.
- Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável.
- Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações.
Atacado
No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana, indicando limitações para novos aumentos. Esse comportamento é reflexo da maior competitividade entre as proteínas concorrentes.
O quarto dianteiro segue cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permanece em R$ 27,00 por quilo.
Exportações
No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina continuam aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 666,888 milhões. A média diária de exportações ficou em 11,567 mil toneladas, com um faturamento médio de US$ 66,688 milhões.
Em comparação com março do ano passado, houve um crescimento de 20,1% na receita média diária, um aumento de 2,1% no volume e uma alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que agora é de US$ 5.765,00.
