Bolsonaro e Temer são criticados durante o Carnaval; relembre os principais momentos
Ex-presidentes brasileiros são alvo de críticas nas escolas de samba durante o Carnaval.
Os ex-presidentes Jair Bolsonaro, Michel Temer e Fernando Collor foram os únicos entre sete líderes do Executivo retratados em desfiles de Carnaval que enfrentaram críticas das escolas de samba, sem receber homenagens. Durante seu mandato, Bolsonaro foi alvo de críticas de três escolas, enquanto Temer e Collor foram criticados uma vez cada.
Em 2018, a escola Paraíso do Tuiuti, do Rio de Janeiro, destacou-se ao levar para a Sapucaí uma sátira marcante, representando Temer como um “vampiro neoliberalista”, usando uma faixa presidencial adornada com dólares. Esse personagem, conhecido como “vampirão do Tuiuti”, fez parte do enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, que criticou o racismo e a desigualdade social, além das reformas trabalhista e da previdência implementadas por Temer.
Entre 2020 e 2022, Jair Bolsonaro também foi alvo de sátiras em três desfiles. A Acadêmicos de Vigário Geral, em 2020, trouxe um carro alegórico com um palhaço Bozo, que vestia uma faixa presidencial e fazia gestos de arma. A São Clemente, também em 2020, apresentou o humorista Marcelo Adnet em um carro alegórico com frases icônicas do ex-presidente, como “Tá ok” e “Acabou a mamata”. Em 2022, a Rosas de Ouro, de São Paulo, exibiu um personagem com a faixa presidencial que, ao receber uma vacina, se transformava em um jacaré, em alusão às declarações de Bolsonaro sobre os efeitos colaterais da vacina contra a covid-19.
Historicamente, o Carnaval brasileiro tem sido um espaço para homenagens e críticas a políticos. Desde 1956, 16 políticos foram mencionados em sambas-enredo ou representados nas avenidas, com oito deles sendo o tema central das apresentações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o único a ter sido tema central de um enredo enquanto ainda estava no exercício do mandato. Ele já foi retratado em três desfiles e será homenageado pela quarta vez em 2026, pela Acadêmicos de Niterói, com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Lula recebeu sua primeira homenagem em 2003, logo após assumir a presidência, com o enredo da Beija-Flor “O povo conta a sua história: saco vazio não para em pé, a mão que faz a guerra, faz a paz”, que abordou temas como a fome e a desigualdade. O ex-presidente foi homenageado novamente em 2012 pela Gaviões da Fiel, com o enredo “Verás Que o Filho Fiel Não Foge À Luta – Lula o Retrato de Uma Nação”, e em 2023 pela Cidade Jardim, com o desfile “Sem medo de ser feliz”.
Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek também foram homenageados em enredos de escolas de samba. Vargas recebeu três homenagens, sendo a primeira em 1956 pela Mangueira, com o desfile “Exaltação a Getúlio Vargas: emancipação nacional do Brasil”. Dilma Rousseff foi lembrada em 2012 pela Vai-Vai, com o enredo “Mulheres que Brilham – a força feminina no progresso social e cultural do país”, destacando seu papel como presidente.
