Bolsonaro expressa preocupação com isolamento no cenário político durante prisão

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Bolsonaro enfrenta desafios emocionais e políticos enquanto está detido.

Preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, Jair Bolsonaro (PL) divide suas visitas entre encontros políticos e pessoais, onde expressa desabafos e busca organizar sua estratégia eleitoral para este ano.

Detido em regime fechado desde novembro, o ex-presidente relata a aliados que sofre de pesadelos constantes e tem uma alimentação reduzida para evitar soluços. Ele também expressa preocupação com a segurança de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), temendo que ele possa ser alvo de um atentado, semelhante ao que ocorreu com ele durante as eleições de 2018.

Durante as visitas, Bolsonaro se queixa da falta de acesso às movimentações políticas externas. Embora tenha permissão para assistir à TV aberta, isso acontece apenas por algumas horas ao dia. Os relatos sobre sua condição foram coletados de pelo menos seis visitantes nas últimas semanas.

Nabhan Garcia, ex-secretário de Assuntos Fundiários, encontrou Bolsonaro no sábado de Carnaval e relatou que o ex-presidente pediu que transmitisse um recado a Flávio, alertando-o para ter cuidado durante a campanha eleitoral. Segundo Nabhan, Bolsonaro se emocionou ao abordar o tema.

Na manifestação bolsonarista em São Paulo, Flávio usou um colete à prova de balas por baixo da camisa verde e amarela, evidenciando o clima de tensão que permeia a família.

O bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que oferece assistência religiosa a Bolsonaro com autorização do STF, compartilhou que o ex-presidente demonstra traumas e se sente injustiçado e impotente para se defender e proteger seus entes queridos.

Flávio foi indicado por Bolsonaro em dezembro para concorrer à presidência. O ex-presidente expressa esperança na eleição do filho, mas aconselha que ele evite viagens internacionais e concentre esforços no Brasil.

Bolsonaro também revela preocupações sobre sua própria mortalidade, mencionando que temia pela vida durante sua última cirurgia em dezembro. Rodovalho, que tem conduzido orações e cantado para acalmar o ex-presidente, afirma que, apesar da prisão, a mente de Bolsonaro deve permanecer livre.

Após a cirurgia, o ex-presidente intensificou seu aconselhamento religioso e recebe visitas frequentes do bispo Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, com autorização do STF para encontros semanais.

Mesmo utilizando medicamentos para dormir, Bolsonaro relata dificuldades para descansar e tem pesadelos, segundo aliados que o visitaram recentemente. As refeições enviadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tornaram-se uma fonte de preocupação para ele, que teme desencadear soluços após se alimentar.

Aliados afirmam que as crises de soluços constantes dificultam conversas mais longas e que as medicações têm deixado o ex-presidente fisicamente desequilibrado, com náuseas.

Rodovalho argumenta que não há justificativa para Bolsonaro permanecer na prisão, considerando sua idade e condições de saúde. O ex-presidente tem se queixado da falta de informações sobre o que acontece fora da prisão, expressando um desejo constante de estar mais atualizado sobre as movimentações políticas.

Ele mencionou a Nabhan que não estava ciente da saída do ministro do STF Dias Toffoli da relatoria de uma investigação importante.

De acordo com a perícia médica realizada pela PF, Bolsonaro passa o dia assistindo a programas esportivos, se cuidando e realizando caminhadas. Nabhan observa que o ex-presidente percebe a diferença entre aqueles que o visitam por solidariedade e aqueles que buscam apoio político.

Mesmo detido, Bolsonaro continua a se envolver na pré-campanha de Flávio e na formação de alianças eleitorais nos estados, desempenhando um papel ativo na consolidação da candidatura do filho, que inicialmente enfrentou descrença de aliados e do mercado.

O ex-presidente tem convencido seus aliados de que a participação de Flávio nas eleições é imprescindível, e a visita do governador Tarcísio de Freitas ao ex-presidente, em janeiro, ajudou a resolver a situação conturbada que envolvia a candidatura dele.

Quem convive com Bolsonaro o descreve como alguém propenso a paranoias e teorias da conspiração, especialmente após o atentado que sofreu em 2018. Em novembro, enquanto cumpria prisão domiciliar, ele tentou romper sua tornozeleira eletrônica, o que resultou em sua

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